Ban diz que "violência não é o caminho" para israelenses e palestinos

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Secretário-geral da ONU fez a declaração depois de reunião com o presidente palestino Mahmoud Abbas, em Ramalah; ele disse que está muito preocupado com escalada da violência, especialmente em Jerusalém.

Ban Ki-moon em entrevista coletiva com o presidente palestino, Mahmoud Abbas. Foto: ONU/Rick Bajornas

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou esta quarta-feira que "a violência não é o caminho" para israelenses e palestinos.

Ban fez a declaração durante entrevista coletiva depois da reunião com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, em Ramalah.

Jerusalém

O chefe da ONU disse que está muito preocupado com a perigosa escalada da violência por todo o território ocupado palestino, em Israel e, especialmente, em Jerusalém.

Ele expressou pêsames às famílias das vítimas e encorajou os esforços feitos por Abbas para reduzir as tensões e pôr um fim às hostilidades.

Ban afirmou que "o maior desafio neste momento é acabar com a onda de violência e evitar mais perdas de vidas".

Ele citou as provocações nos locais sagrados em Jerusalém, que ajudaram a fomentar ainda mais os confrontos na área.

Violência

Ban declarou que "a violência não vai levar a uma paz justa e duradoura". Segundo o secretário-geral, os confrontos vão adiar o prazo para que os palestinos tenham um Estado independente com os dois lados vivendo em paz e segurança.

Ban disse que compreende a frustração depois de anos de esperanças que não deram resultado. Mas o chefe da ONU deixou claro que "a única forma de acabar com a violência é através de um progresso real e visível em direção a uma solução política".

Para Ban, essa solução deve incluir o fim da ocupação e o estabelecimento do Estado Palestino vivendo em paz e segurança com Israel e outros vizinhos.

Ações Unilaterais

Ele disse que israelenses e palestinos devem evitar ações unilaterais que diminuam as perspectivas de paz e também devem fazer mudanças para melhorias significativas na região com o objetivo de criar a base para uma solução de dois Estados.

Ban afirmou que a comunidade internacional continua apoiando os esforços para criar as condições necessárias para negociações significativas, mas lembrou que, "ao final são israelenses e palestinos que devem optar pela paz".

Ele saudou as garantias dadas por Israel dizendo não ter intenção de mudar o "status quo" dos locais históricos religiosos em Jerusalém.

Para o secretário-geral, os líderes políticos, religiosos e comunitários dos dois lados devem ter uma posição firme contra o terrorismo, a violência e o incitamento à violência.

Ele pediu a palestinos e israelenses que mostrem coragem e encontrem um meio de voltar à negociação de um processo de paz significativo.

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