Angola destaca atuação de mulheres como fator decisivo no pós-conflito

Ouvir /

Na ONU, ministra da Família e Promoção da Mulher citou centros para apoiar vítimas antes e depois da guerra; responsável disse que autoridades atuam com as Nações Unidas após denúncias de maus tratos.

Uma angolana participa nas primeiras eleições nacionais e multi-partidárias do país, a 29 de setembro de 1992. Foto: ONU/Milton Grant

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Angola destacou a participação feminina nos esforços para alcançar a paz no país como “um fator decisivo” no pós-conflito.

A ministra angolana da Família e Promoção da Mulher, Filomena Delgado, fez as declarações esta terça-feira no Conselho de Segurança em sessão que marcou os 15 anos da Resolução 1325. O documento recomenda aos países que tenham planos sobre a participação da mulher na Paz e Segurança.

Conflito

À margem da sessão, Delgado explicou à Rádio ONU a importância da intervenção feminina em Angola, durante e após o conflito que terminou há 13 anos.

“Nós temos centros de aconselhamento onde as pessoas beneficiam de apoio psicológico e também têm conhecimento dos seus direitos. Esses centros têm também uma componente de apoiar às vítimas da violência doméstica, na sociedade e tudo aquilo que seja contrário ao espírito da paz. Os centros realizam as suas ações através de especialistas para o efeito. Isto permite que as pessoas estejam em condições e morais para exercer os seus direitos e participar no processo de desenvolvimento. ”

Delgado disse que o pós-conflito confirmou o envolvimento direto da mulher para consolidar a paz, onde esta foi essencial no apoio psicológico às vítimas. Um exemplo foram as conselheiras de paz, reconciliação nacional e harmonização social.

Decisão

Em 2016, o país prevê executar o plano nacional para aumentar a participação feminina em todos os níveis de decisão. Uma das metas é formar todas as mulheres, meninas e meninos na área, além de promover e “proteger os direitos humanos de mulheres e meninas em situações de conflito e pós-conflito.”

A ministra destacou ainda a forma como são abordados os relatos de maus tratos a civis, principalmente as mulheres, que teriam sido atribuídos a Forças de Segurança angolanas.

Defender a População

“Fizemos um trabalho bastante intenso com o HCR (organismo local que trata de refugiados) junto das fronteiras com os nossos países vizinhos, os dois Congos. Também fazemos constantemente ações de formação aos agentes da polícia, da Defesa e da Segurança do Estado no sentido de entenderem que a sua missão é ajudar a defender a população e não criar outras situações. Portanto, estamos no bom caminho porque estamos a trabalhar com as próprias Nações Unidas.”

A representante de Angola mencionou ainda a existência de obstáculos e desafios para executar os pilares da Resolução 1325, que prevê envolver mulheres na prevenção, proteção, participação, consolidação da paz e  recuperação.

Com parcerias com a sociedade civil, a governante  declarou que são feitos esforços para aumentar a participação social de ONGs na vida política e económica do país.

Leia Mais:

África Subsaariana não vai atingir paridade de género na educação em 2015

Banco Mundial: África Subsaariana vai crescer 3,7% em 2015

Compartilhe

JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
Loading the player ...

SIGA A RÁDIO ONU NAS REDES SOCIAIS

 

dezembro 2017
S T Q Q S S D
« nov    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031