Alto comissário da ONU pede calma na Cisjordânia

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Zeid Al Hussein afirmou que está preocupado com a escalada das tensões e a violência nos territórios ocupados palestinos; ele disse que a situação da segurança piorou drasticamente na última semana.

Barreira de alta segurança na Cisjordânia. Imagem: UNRWA/Isabel de la Cruz

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O alto comissário da ONU de Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, pediu esta quinta-feira calma e moderação na Cisjordânia.

Zeid disse que está "extremamente preocupado" com a escalada das tensões entre israelenses e palestinos. Ele afirmou que a calma só será restaurada com base no respeito aos direitos humanos.

Segurança

O representante da ONU declarou que "a situação de segurança piorou drasticamente na última semana na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental.

Segundo ele, quatro israelenses e cinco palestinos foram mortos e centenas ficaram feridos nos confrontos. Zeid explicou que "mais violência vai gerar apenas mais ódio em ambos os lados sem oferecer uma solução a longo prazo".

O alto comissário disse que "a violência está se espalhando rapidamente por toda a região com mais de 50 confrontos entre palestinos e as forças de segurança israelenses registrados na semana passada".

Esses choques ocorreram não só em Jerusalém Oriental, mas também em Ramallah, Hebron, Jenin, Tulkarm e Nabulus.

Desespero

Zeid afirmou que "a escalada das tensões indica um sentimento geral de crescente frustração e desespero resultado de uma situação de ocupação prolongada".

O alto comissário declarou que essa situação piora ainda mais com as recentes restrições impostas pelas autoridades israelenses contra os fiéis palestinos que querem entrar na mesquita de Al-Aqsa.

Ele declarou que desde 22 de setembro, 134 palestinos foram feridos à bala em confrontos com soldados israelenses e centenas de outros também ficaram feridos por balas de borracha e por respirarem gás lacrimogêneo.

Zeid disse que "punições coletivas como demolições de casas são ilegais e contraproducentes". Para ele, qualquer resposta deve estar de acordo com os padrões e as normas da Lei internacional.

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