Zeid: "Nenhum país alcançou a igualdade entre homens e mulheres"

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Conselho de Direitos Humanos da ONU promoveu sessão sobre igualdade de gênero; alto comissário pediu aos países que integram o órgão para "fazerem a real diferença" no combate a estereótipos.

Conselho de Direitos Humanos em Genebra. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU promoveu esta terça-feira, em Genebra, uma sessão sobre igualdade de gênero. O presidente do órgão notou que as mulheres formam mais de 50% da população mundial, ou 3,5 bilhões de cidadãs.

Apesar dos números, Joachim Rücker lamentou o fato de que em muitos países as mulheres enfrentam restrições para poder participar da vida pública, política e econômica.

Diferença

Já o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos informou que nenhum país do mundo "alcançou totalmente a igualdade de gênero". Zeid Al Hussein pediu aos 47 países que integram o órgão para "fazer a real diferença" neste sentindo.

Segundo ele, as mulheres são vistas com muita frequência participando de paineis sobre questões relacionadas aos direitos da criança e ao universo feminino. Mas nas discussões sobre conflitos armados, combate ao terrorismo, pena de morte e sanções, os homens formam a maioria.

Zeid também considera que existe falta de igualdade de gênero até mesmo em organismos da ONU ligados aos direitos humanos, o que segundo ele pode ser um sintoma da baixa representação feminina nos Estados-membros.

Exemplos

O alto comissário acredita que muitas meninas podem ficar longe das tecnologias da computação ou da engenharia "porque ser melhor que os meninos em matemática pode não parecer feminino".

Zeid Al Hussein afirmou que as garotas que crescem vendo apenas "presidentes ou embaixadores homens podem desenvolver a crença de que o poder é essencialmente masculino".

Mudanças

O alto comissário destacou que todos têm a responsabilidade e o poder de promover a igualdade de gênero e fez um apelo por mais ação para tratar a discriminação e combater estereótipos.

Zeid elogiou "cotas e outros esforços temporários, que podem ajudar as mulheres a ter voz em sistemas políticos e legais". Mas pediu que a igualdade deixe de ser encarada como um "exercício", porque a representação igual de homens e mulheres constrói sociedades mais justas".

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos prometeu que não irá participar de nenhum painel de discussão que não incluir mulheres especialistas no tópico e  afirmou que vai trabalhar para melhorar a igualdade de gênero no seu próprio escritório.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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