Somália é foco de encontro paralelo à Assembleia Geral

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Presidente Hassan Sheikh Mohamud participou de reunião ao lado do secretário-geral da ONU e de outros líderes; Ban Ki-moon pede abordagem mais compreensiva para conter extremismo violento no país.

855 mil com insegurança alimentar na Somália. Foto: FAO/Simon Maina

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral das Nações Unidas promoveu na tarde desta segunda-feira, em Nova Iorque, uma reunião de alto nível sobre a Somália. O evento decorreu paralelo à 70ª sessão da Assembleia Geral.

Tanto o presidente somali, Hassan Sheikh Mohamud, quanto o primeiro-ministro Omar Sharmarke, participaram do debate. Ao falar no encontro, o secretário-geral elogiou a liderança do governo, do representante da ONU no país, Nicholas Kay e a dedicação à paz de todos os "parceiros internacionais que servem na Somália.

Eleições

Ban Ki-moon falou de progressos estáveis para a construção de um Estado federal e democrático. Mas o chefe da ONU destacou que todos os partidos precisam trabalhar juntos para completar a formação do Estado, avançar com a revisão constitucional e garantir eleições inclusivas para o ano.

As ações das milícias Al-Shabaab, que continuam a desestabilizar o país, foram outro destaque do discurso de Ban.

Extremistas

O secretário-geral da ONU prestou tributo à União Africana e parceiros, pelas suas operações contra o Al-Shabaab, mas lembrou que essa ameaça não pode ser combatida somente por meios militares.

Assim sendo, Ban Ki-moon pediu a todos os somalis, aos amigos e vizinhos do país, para refletirem sobre a necessidade de uma abordagem mais abrangente para conter o extremismo violento.

Mudanças

O chefe da ONU considerou necessário entender os factores que levam pessoas a juntarem-se ao Al-Shabaab. Segundo Ban, é preciso ajudar as autoridades somalis a construir um Estado que ofereça inclusão política, justiça e oportunidades económicas para todos, respeite os direitos humanos e ajude as mulheres.

O secretário-geral também disse que é hora de investir mais no apoio à polícia somali e ajudar a fornecer segurança nas áreas onde o Al-Shabaab atua. Outro ponto tocado por Ban é a insegura alimentar, a ser enfrentada por 855 mil somalis.

As agências humanitárias receberam apenas um terço dos  US$ 863 milhões necessários com urgência, para ajudar a população do país. Ban Ki-moon afirmou que um futuro melhor para a Somália deve continuar a ser prioridade coletiva.

 

 

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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