Relator condena ataque a acampamento com 32 mil deslocados na Nigéria

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Sete pessoas morreram e 14 ficaram feridas no estado de Adamawa; ataque de sexta-feira foi o primeiro contra o tipo de instalações; mais de 2,1 milhões de pessoas deixaram as suas casas devido ao conflito no nordeste do país.

Chaloka Beyani

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Um especialista de direitos humanos da ONU condenou vigorosamente um ataque contra o acampamento de deslocados Malkohi, na área nigeriana de Yola. O local situado no estado nordestino de Adamawa abriga mais de 32 mil pessoas.

Em nota emitida esta quarta-feira, o relator sobre os direitos humanos dos deslocados internos, Chaloka Beyani, considera o “ato hediondo”. Sete pessoas morreram e 14 ficaram feridas na ação suicida.

Emergências

O atentado levado a cabo na sexta-feira ainda não foi reivindicado. Os feridos incluem quatro funcionários da Agência Nacional de Gestão de Emergências.

Beyani expressou a sua consternação pelo facto de a ação ter sido direcionada ao acampamento, sendo o “primeiro ataque” do tipo desde a escalada da crise no norte da Nigéria.

Vulneráveis

O relator destaca que os deslocados internos estão entre as pessoas mais vulneráveis.

Com base em leis internacionais humanitárias e de direitos humanos, Beyani lembrou que pessoas nessa situação são protegidas contra quaisquer ataques diretos, indiscriminados e atos de violência dirigidos a si, aos seus acampamentos ou assentamentos.

O especialista ressaltou que os autores da ação devem ser responsabilizados e levados à justiça.

Beyani sublinhou que apesar de o Governo da Nigéria ter condenado o ataque, o apelo é que reforce as medidas de segurança sempre que for necessário para garantir a proteção e os direitos humanos dos deslocados.

Liberdade

Ele advertiu que tais ações não devem desrespeitar os direitos humanos dos deslocados internos, incluindo a sua liberdade de movimento e união familiar. Como defende “a grande maioria dos deslocados internos são vítimas inocentes e os seus acampamentos devem manter o caráter civil”.

O especialista também disse estar preocupado com ataques a deslocados internos repatriados que vivem no estado nigeriano de Taraba.

Boko Haram

Mais de 2,1 milhões de pessoas forçadas a fugir das suas casas no nordeste da Nigéria desde que agravou a insurgência do Boko Haram e foi declarado o estado de emergência no país, em maio de 2013.

O apelo do relator é que seja aumentada a ajuda humanitária para os deslocados e as comunidades anfitriãs no norte do país, onde a insegurança alimentar está a piorar combinada à falta de educação, água potável e serviços de saúde.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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