Para Angola, murais “Guerra e Paz” inspiram a parar, refletir e agir

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Representante do país junto à ONU disse que Conselho de Segurança deve ir além de discursos para gerir conflitos; telas gigantes do pintor brasileiro Candido Portinari voltaram a ser exibidas no edifício da Assembleia Geral.

Murais foram apresentados na Assembleia Geral.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O embaixador de Angola junto às Nações Unidas esteve entre as centenas de pessoas que testemunharam, esta terça-feira, a reinauguração dos murais “Guerra e Paz” do pintor brasileiro Candido Portinari.

Depois de uma apresentação multimédia na sala da Assembleia Geral da ONU, Ismael Martins falou do presente brasileiro oferecido à organização, o qual considerou uma representação da atualidade.

Mensagens

“Esta apresentação que nos é trazida pelo Brasil vem no momento mais oportuno porque o mundo precisa, de facto, de pensar mais paz e menos guerra. Eu penso que através de mensagens como estas, que tocam no nosso íntimo, é que chegaremos lá.”

Os painéis, que medem 140 metros quadrados e pesam 1 tonelada cada um, voltam a ser exibidos no corredor do edifício do órgão cerca de cinco anos após a sua restauração. A primeira inauguração de Guerra e Paz foi feita a 6 de setembro de 1957 depois de terem sido doados pelo Brasil.

Na qualidade de representante de um Estado-membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU, Ismael Martins disse que foi levado pela cerimónia a refletir no trabalho do órgão para melhorar a atuação nos conflitos.

Discursos

“Tocou-me sobretudo pensar que é possível fazer. É possível sim, mas é preciso parar, refletir e agir. Se nós o fizermos penso que chegaremos lá. No Conselho de Segurança, bem gostaria que nos pudéssemos fechar entre os 15 membros ao invés de fazer os discursos para gerir conflitos fizéssemos mais para resolver os conflitos que assolam o mundo descritos aqui como resultado da ganância em que o mundo está envolvido.”

Apelo à Ação

Antes de chegar à ONU após terem sido restauradas, as duas pinturas gigantes foram expostas nas cidades brasileiras do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, além da capital francesa Paris.

Na reinauguração esteve presente o filho do pintor João Cândido Portinari. O secretário-geral da ONU disse que “Guerra e Paz” são duas das obras mais significativas que as Nações Unidas têm a honra de exibir.

Ban Ki-moon disse que mais do que “obras de arte magníficas”, são apelos de Portinari à ação. Segundo ele, graças ao pintor todos os líderes que entram na organização veem o terrível número de mortos da guerra e o sonho universal para a paz.

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ONU 70: Painéis “Guerra e Paz” de Portinari são reinaugurados

 

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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