OMS lança novas orientações para o tratamento de pessoas com HIV

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De acordo com estimativas do Unaids, recomendações podem evitar mais de 21 milhões de mortes e 28 milhões de novas infecções até 2030.

Foto: Unaids

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou nesta quarta-feira que todas as pessoas infectadas com HIV devem começar o tramento com medicamentos antirretrovirais o mais rápido possível após o diagnóstico.

Com esta recomendação, a agência remove todas as limitações a respeito da elegibilidade para este tipo de tratamento entre as pessoas vivendo com o vírus.

Prevenção

A OMS também recomenda agora que qualquer pessoa em risco "substancial" de infecção também tenha acesso ao tratamento antirretroviral preventivo.

Por telefone, de Genebra, o médico do Departamento de HIV/Aids da OMS, Marco Vitória, falou à Rádio ONU sobre as novas orientações da agência, que foram elogiadas pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids, Unaids.

"É necessário expandir o acesso ao tratamento de uma forma mais intensa e também promover o uso do antirretroviral como uma forma de prevenção para as pessoas que têm o risco aumentado, ou seja, usar uma estratégia combinada de tratamento e prevenção de uma forma mais ampla para que se consiga atingir um maior número de pessoas e com isso reduzir o número de novas infecções e a mortalidade causada pelo HIV nas próximas décadas".

Testes Clínicos

Segundo a OMS, a recomendação da expansão do uso do tratamento antirretroviral é baseada em descobertas recentes de testes clínicos.

Os resultados confirmaram que o uso precoce deste tratamento mantém as pessoas que vivem com HIV mais saudáveis e reduz o risco de transmissão do vírus a parceiros.

A agência afirma que o uso pre-exposição deve ser visto como uma escolha adicional de prevenção baseada em um pacote abrangente de serviços, incluindo teste para o HIV, aconselhamento e apoio e acesso a preservativos e seringas seguras.

Acesso

Com base na nova recomendação, o número de pacientes elegíveis para o tratamento antirretroviral sobe dos 28 milhões atuais para todas as 37 milhões de pessoas que atualmente vivem com o HIV em todo o mundo.

"Existe toda uma projeção de que se você ampliar o tratamento e a prevenção usando as novas normas, você vai conseguir ter uma redução bastante importante no número de novas infeções. Há uma estimativa feita pelo Unaids de que, se implementado de forma plena, isto vai promover uma redução de 28 milhões de novas infeções [até 2030] e uma redução no número de mortes que hoje é em torno de 1 milhão a 2 milhões de pessoas por ano pra menos de 500 mil."

Segundo a OMS, a expansão do acesso ao tratamento está no coração de um novo conjunto de metas estabelecido para 2020 com objetivo de acabar com a epidemia de Aids até 2030.

Estas metas incluem 90% das pessoas vivendo com HIV tendo conhecimento de sua infecção, 90% destas recebendo medicamentos antirretrovirais e 90% das pessoas neste tratamento sem níveis detectáveis do vírus no sangue.

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