OMS cria equipa com Portugal para avaliar gestão de fluxo de migrantes

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Objetivo é lidar com o grande tipo de movimento em fase aguda; região deve esperar 850 mil candidatos ao estatuto de refugiado; agência considera extremamente baixo risco de transporte de agentes infecciosos exóticos e raros.

Menores em campo de refugiados em Belgrado. Foto: Ocde.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, disse que tem uma equipa com as autoridades de Portugal que avalia as capacidades locais de gerir um eventual “grande fluxo de migrantes em fase aguda”.

Os sistemas de saúde de países como Chipre, Itália, Sérvia e Espanha também estão contemplados pela medida. A agência anunciou que também oferece planos de contingência para o setor em Malta.

Desafio

A diretora regional da OMS para a Europa afirmou que à medida que crescem os movimentos e mudam as rotas dos refugiados e migrantes, “mais países da região enfrentam o desafio de abordar a migração em larga escala”.

Zsuzsanna Jakab considerou que agora “mais do que nunca, a situação exige uma resposta regional, abrangente e sistemática de saúde pública”.

Origem e Trânsito

Com o movimento dos refugiados e migrantes a coordenação entre países deve ser reforçada em toda a região europeia, defendeu a representante. A OMS quer que a medida também seja observada nos países de origem e de trânsito.

Em 2015, mais de 350 mil refugiados e migrantes chegaram aos países europeus. Somente a Turquia viu subir para cerca de 2 milhões, o número de pessoas em busca de abrigo.

Estatuto de Refugiado

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, Acnur, prevê que 850 mil pessoas possam candidatar-se a obter o estatuto de refugiado na Europa em 2015 e 2016.

Em comunicado, a OMS disse destaca que apesar da perceção comum “não existe uma associação sistemática entre a migração e a importação de doenças infecciosas”.

Ébola

A agência considera  ”extremamente baixo” o risco de refugiados ou migrantes transportarem agentes infecciosos exóticos e raros como o ébola, o Marburgo, o vírus Lassa ou o coronavírus para a Europa.

A OMS destaca que “nenhum caso de ébola foi transportado para o continente por refugiados ou migrantes”.  Os 15 casos de coronavírus registados na região desde 2012, envolveram “turistas e não refugiados ou migrantes”.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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