Obama: EUA “não podem resolver sozinhos os problemas do mundo”

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Presidente norte-americano defende mais trabalho em conjunto entre as nações para acabar com conflitos;  tropas dos Estados Unidos podem integrar uma coligação contra o Isil;  país sugere a gestão de transição do presidente sírio Bashar al-Assad para um novo líder.

Barack Obama no seu discurso na 70ª Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Loey Felipe

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O presidente norte-americano disse esta segunda-feira que os Estados Unidos “não podem resolver sozinhos os problemas do mundo”.

Ao discursar na abertura do Debate Geral da 70ª Assembleia Geral da ONU, Barack Obama disse acreditar nessa posição independentemente do poder dos militares ou da força da economia norte-americana.

Estabilidade

O líder afirmou que o seu país aprendeu a dura lição no Iraque. De acordo com o representante, nem a ação de centenas de milhares de soldados ou trilhões de dólares do Tesouro, por si só, podem impôr a estabilidade em terra estrangeira.

Para o presidente, esse trabalho conjunto deve derrotar ideias que dirigem as diferentes comunidades num país em conflito como o Iraque, onde qualquer ordem que as forças americanas possam impor será temporária.

Obama disse que não pode haver sucesso se as nações não trabalharem umas com as outras sob “normas e princípios que oferecem legitimidade aos esforços internacionais”.

Repressão

Ele declarou que tal como somente a força não pode impor a ordem no estrangeiro, a repressão não pode criar coesão social para que as nações tenham  sucesso.

Obama foi aplaudido pelos representantes dos países ao declarar que está confiante de que o Congresso norte-americano vai levantar o embargo contra Cuba “que já não devia estar em vigor”.

Ele afirmou estar ciente que a mudança no país não virá do dia para a noite e que acredita que a abertura e não a coerção, apoiarão as reformas e a melhoria da vida dos cubanos.

Síria

Aos líderes globais, Obama disse estar pronto para trabalhar com nações como a Rússia e o Irão para acabar com o conflito sírio. Os EUA defendem a gestão de uma transição do presidente Bashar al-Assad para um novo líder.

Obama falou também de um governo inclusivo que reconhece a necessidade de acabar com o caos, para a reconstrução do país. Ele defendeu que os EUA não têm nenhum problema em usar os seus militares como parte de uma coligação contra o autroproclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

Quanto ao acordo nuclear entre potências mundiais e o Irão, o líder norte-americano considerou que se este for totalmente executado será reforçada a proibição de armas nucleares, evitada uma potencial guerra e o mundo será mais seguro.

Ele disse que o pacto é a força do sistema internacional quando funciona como deve.

Migrantes

A questão do fluxo de migrantes também foi abordada por Obama, que  disse que quando estes são bem-vindos, os países são mais produtivos e vibrantes.

Para defender a cooperação, Obama disse que nenhum país pode isolar-se da ameaça do terrorismo, do risco de contágio financeiro, do fluxo de migrantes ou do perigo do aquecimento do planeta.

O presidente norte-americano, afirmou que sem o trabalho em conjunto todos vão sentir as consequências. Para Obama, a escolha da cooperação no lugar de conflitos “não é fraqueza mas uma força”, além de uma necessidade prática num mundo interconectado.

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