Mulheres devem ser empoderadas para ajudar no combate ao terrorismo

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Avaliação é de Jean-Paul Laborde, diretor executivo da Comissão Contraterrorismo da ONU; especialista participou de encontro nas Nações Unidas.

Esta família fugiu do nordeste da Nigéria com medo de ataques do grupo terrorista Boko Haram. Photo: Ocha/Franck Kuwonu

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O diretor executivo da Comissão Contraterrorismo da ONU, Jean-Paul Laborde afirmou que as mulheres devem ser empoderadas para ajudar ativamente a combater o terrorismo e o extremismo violento em todo o mundo.

Nesta quarta-feira, o especialista participou de uma reunião nas Nações Unidas sobre o papel da mulher na contenção da prática.

Terrorismo

Antes do encontro, Laborde falou a jornalistas em Nova York. Ele afirmou que "até recentemente, o terrorismo era visto como um problema predominantemente masculino". No entanto, "as organizações terroristas estão gradualmente usando mulheres para recrutar outras, incluindo para agir como mulheres-bomba".

O especialista explicou que muitas nem sabem que são recrutadas para servir a este propósito.

Testemunha

Recentemente, milhares de mulheres no Iraque, Nigéria e Quênia foram sequestradas por grupos terroristas. Três ativistas destes países foram convidadas a participar da coletiva de imprensa para compartilhar histórias e falar sobre seu trabalho no combate a esta tendência.

Entre elas estava a iraquiana Hanaa Edwar. Ela destacou como a ausência de segurança e estabilidade no país desde 2003 criou instituições estatais fracas e influenciou o crescimento de milícias locais.

Hanaa Edwar afirmou que o Daesh, o autoproclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, ocupou cerca de um terço do Iraque em junho de 2015. Para ela, esse "foi um momento muito duro na história iraquiana, principalmete com o aumento diário do sofrimento das pessoas".

Crimes de Gênero

A ativista mencionou ainda que entre 2003 e 2014, cerca de 14 mil mulheres foram mortas no Iraque.

Ela explicou que a escala de crimes de gênero tem sido horrível, com violência sexual sendo usada como uma ferramenta pelos terroristas. Como resultado, muitas mulheres teriam cometido suicídio por conta da falta de segurança, direitos humanos e instituições onde possam buscar cuidados.

Esperança

No entanto, Hanaa Edwar afirmou "sentir esperança" quando vê o crescimento do movimento de mulheres e da sociedade civil contra "este terrorismo e extremismo".

Ela afirmou que as ONGs trabalham dentro das comunidades e tentam conscientizar crianças e jovens sobre como conter o terrorismo.

Edwar também mencionou que um fórum regional de mulheres ativistas no Oriente Médio recentemente abordou a questão, mas insistiu que o apoio da comunidade internacional é necessário.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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