Iémen foi o pior país em mortes de civis devido ao uso de explosivos

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Relatório  sobre situação entre janeiro e julho destaca cerca de 4,5 mil mortos e feridos; estudo apoiado pelo Ocha revela que mortes devido a operações com o tipo de armamento teriam chegado a 95% em certas áreas.

Crianças iemenitas brincam no meio de destroços na província de Zinjibar. Foto: Acnur/A. Al-Sharif

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Um relatório lançado esta terça-feira revela que cerca de 4,5 mil civis foram mortos ou feridos devido a explosivos no Iémen nos primeiros sete meses de 2015.

O documento intitulado Estado da Crise: Armas Explosivas no Iémen revela que o país “foi o pior” em termos de baixas civis devido ao uso do tipo de armamento no período.

Parceria

Foram estudados episódios envolvendo engenhos lançados por via aérea que incluem mísseis e em terra como morteiros, roquetes e artilharia. A pesquisa inclui danos causados por explosivos improvisados como carros-bomba, bombas à beira da estrada e as que foram detonados por suicidas.

O relatório foi produzido pelo Escritório das Nações Unidas para Assistência Humanitária, Ocha, e pela ONG britânica Ação sobre a Violência Armada, com a sigla em inglês Aoav.

Impacto

O documento investiga o impacto humanitário do uso de explosivos em áreas povoadas durante o conflito até 31 de julho de 2015.

Os civis representam 86% das 5.239 vidas perdidas ou lesões associadas a incidentes com explosivos, revela o documento. As mortes chegaram a 95% em casos onde o tipo de armamento foi usado em áreas povoadas por civis.

Ataques Aéreos

O relatório destaca 13 incidentes separados, nos quais mais de 100 civis morreram ou foram feridos em cada um. Oito deles foram ataques aéreos. O tipo de operação provocou 60% de baixas civis, o equivalente a 2.682 pessoas.

O estudo destaca que o impacto dos explosivos vai muito além das mortes ou das lesões imediatas. Com base em testemunhos das vítimas e de pessoas próximas, o documento relata impactos a longo prazo que poderiam causar “grande sofrimento em futuro distante”, mesmo após o fim dos combates.

O autor do relatório, Robert Perkins, disse haver uma população já vulnerável que é agora confrontada com um “país reduzido a escombros devido às bombas e foguetes sobre casas destruídas e famílias dilaceradas”. Para ele, a recuperação do Iémen dos danos causados nos últimos meses vai levar muitos anos.

Perkins declarou que o caso iemenita demonstra porque os explosivos com efeitos em áreas vastas não devem ser utilizados em áreas povoadas.

O apelo a todas as partes envolvidas no conflito é que parem imediatamente com o bombardeamento de civis e suas áreas.

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