FAO quer apoio de Angola para promover paz e segurança alimentar

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Diretor-geral da agência da ONU pediu ao presidente angolano que o país promova uma sessão especial sobre o tema no Conselho de Segurança; José Graziano da Silva explica que sem paz, não há segurança alimentar e vice-versa.

Cooperação de Angola para promover a segurança alimentar. Foto: FAO

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, afirmou que um dos maiores desafios para eliminar a fome do mundo é resolver conflitos em vários países.

José Graziano da Silva está em Nova Iorque, a participar de vários encontros sobre a adoção da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. O chefe da FAO foi entrevistado pela Rádio ONU e explicou que em nações com um historial de confrontos, a insegurança alimentar é maior.

Relação

Para que todos tenham o que comer no mundo nos próximos 15 anos, Graziano da Silva considera essencial garantir a paz.

"Há um Conselho de Segurança da ONU que precisa ser mais atuante, uma ONU que precisa ser mais atuante na preservação da paz. Se não tem paz, não tem segurança alimentar. Agora, quando não tem segurança alimentar também não tem paz. E é essa relação que nós estamos trabalhando na FAO com o Conselho de Segurança, para deixar muito claro aos países que esse é um círculo vicioso que tem de ser rompido por determinação do Conselho de Segurança."

Exemplo Angolano

Para o efeito, a FAO está a alinhar com Angola uma sessão especial no âmbito da presidência do Conselho pelo país, no próximo ano. Graziano da Silva anunciou que fez a proposta ao presidente José Eduardo dos Santos.

"Angola é um exemplo típico. Uma vez alcançada a paz depois da guerra civil, Angola progrediu rapidamente e alcançou o primeiro Objetivo do Milénio, de reduzir à metade o número de pessoas com fome, apesar da herança da guerra. Angola deve patrocinar essa discussão no Conselho de Segurança; a FAO deve proporcionar todos os elementos técnicos para respaldar essa ideia e apontar concretamente quais países nós poderíamos alcançar a erradicação da fome se nós tivéssemos paz."

Segundo o diretor da FAO, o fim da fome está ligada a vários dos 17 novos objetivos globais, em especial o número 2, que prevê  alcançar a fome zero. A segurança alimentar também está relacionada ao fim da pobreza, ao consumo sustentável  e à preservação da água.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

Acompanhe a cobertura completa da adoção dos novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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