Evento na ONU discute favelas e desenvolvimento sustentável

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Em entrevista à Rádio ONU, fundador da Cufa afirmou que "se existem problemas globais nas favelas é preciso encontrar soluções comuns"; para ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, "Brasil é um dos países que mais está entusiasmado com a agenda dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável".

Seminário “Pobreza Urbana e Desenvolvimento no Brasil: a periferia no centro da agenda pós-2015″. Foto: Rádio ONU.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Um evento na sede da ONU nesta sexta-feira debateu a pobreza urbana e o desenvolvimento no Brasil.

Em entrevista à Rádio ONU, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome do país, Tereza Campello, falou sobre o tema no contexto da adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Entusiasmo

"Eu acho que o Brasil é um dos países que mais está entusiasmado com a agenda dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O que nós conseguimos construir, reduzir a pobreza e a fome no Brasil, em especial em algumas áreas de adensamento urbano intenso como são as favelas brasileiras é uma mostra de como essa perspectiva dos ODSs pode dar certo. É importante que dê certo. Somar sociedade civil, somar governos, somar organismos multilaterais e garantir que a gente possa cada vez mais avançar para construir um país, não só sem pobreza, sem fome, mas sustentável do ponto de vista ambiental".

O evento teve apoio da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, e foi organizado pelo governo brasileiro e pela Central Única das Favelas, Cufa.

Diálogo

Um dos fundadores da instituição, Celso Athayde, falou à Rádio ONU sobre a participação no encontro.

"Nesso objetivo é trazer a Cufa para esta discussão, esse debate e colocar esse microfone mundial da ONU, essa cidade que fala com o mundo, que é Nova York, fazer com que as nossas pautas reverberem e que a gente seja ouvido para que a gente possa continuar aumentando as atividades que a gente faz e, sobretudo, fazer uma grande integração, um link entre outras pessoas, outras instituições que estão no mundo inteiro e fazem as mesmas coisas que nós e nem sempre estão trabalhando integrado (…) A Cufa sempre tenta interagir ao máximo com todos os setores da sociedade, inclusive os governos, uma vez que a gente acha que nós somos potenciais interlocutores entre o asfalto e a favela".

Global

O evento também marcou o lançamento da Cufa Global, que terá sede em Nova York.

Celso Athayde afirmou que a Cufa está presente em 17 países e em todos os estados brasileiros e que a instituição entende que "pode interagir mais com outros países".

Ele falou da importância de fazer o lançamento na sede da ONU.

"Poder aproximar os países e a Cufa de cada um deles a partir do lugar em que eles estão se comunicando. Então, aqui, através da Missão do Brasil, a gente encontra as outras Missões e a partir daí a gente consegue, talvez, potencializar o que já está sendo feito lá ou criar novas ações. Se existem problemas globais nas favelas, então, a gente tem que encontrar soluções comuns, porque existem. Existe hoje, segundo a própria ONU, 2 bilhões de pessoas vivendo em favela. Então, se elas tiverem separadas, se elas não tiverem se comunicando, as soluções que alguns deles encontraram possivelmente vai ficar por lá. Então é preciso democratizar essas informações entre as favelas do mundo e esta é uma oportunidade para fazer isso".

Athayde disse ainda que no Brasil há 14,5 milhões pessoas vivendo em favelas.

Leia Mais:

Na ONU, especialistas discutem pobreza urbana brasileira

Entrevista: Celso Athayde

Clip: Ministra Tereza Campello

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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