Evento na ONU discute combate ao Isil e extremismo violento

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Encontro reuniu líderes mundiais como o presidente dos EUA, Barack Obama, e o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron; para o secretário-geral, grupos extremistas violentos são "ameaça direta à segurança internacional" e "minam valores universais de paz, justiça e dignidade humana".

Ban Ki-moon discursa no evento sobre o combate ao Isil e extremismo violento. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Um evento na ONU discute o combate ao Daesh, denominação em árabe do grupo autoproclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, e ao extremismo violento.

O encontro foi organizado pela Missão dos Estados Unidos junto à ONU. Falando a líderes mundiais, o presidente Barack Obama afirmou que esta "não é uma batalha convencional. É uma campanha de longo prazo, não só contra esta rede, em particular, mas contra sua ideologia".

Ideologia

Em seu discurso no encontro, o secretário-geral da ONU afirmou que grupos extremistas violentos, incluindo o Daesh e o grupo nigeriano Boko Haram, representam uma "ameaça direta à segurança internacional, usam impiedosamente mulheres e meninas como alvos e minam valores universais de paz, justiça e dignidade humana".

Ameaça Crescente

Ban Ki-moon afirmou que "esta ameaça está crescendo". Ele disse que dados recentes mostram um aumento de 70% de combatentes terroristas estrangeiros de mais de 100 países às regiões em conflito".

Para o secretário-geral, abordar este desafio está no coração da missão das Nações Unidas e requer uma resposta unificada.

Violações de Direitos Humanos

Ban declarou que o extremismo violento floresce onde os direitos humanos são violados, aspirações por inclusão são ignoradas e a muitas pessoas, especialmente aos mais jovens, faltam perspectivas e significado em suas vidas.

Segundo ele, os ingredientes "cruciais para o sucesso" são "boa governança, Estado de direito, sociedades abertas e plurais, educação de qualidade, empregos decentes e respeito pleno aos direitos humanos".

Medidas Contraterrorismo

Ban afirmou que medidas contraterrorismo baseadas em segurança são "cruciais".

Ele disse que a Estratégia Global Contraterrorismo das Nações Unidas e a Resolução 2178 do Conselho de Segurança fornecem ferramentas para abordar o extremismo violento, incluindo o crescimento do fluxo de milhares de combatentes estrangeiros.

Para o secretário-geral, o objetivo deve ir além do combate ao extremismo violento, à prevenção em primeiro lugar.

Ban declarou que pretende apresentar um plano de ação abrangente para prevenir o extremismo violento à Assembleia Geral no início do ano que vem.

Direitos Humanos

O plano vai fornecer recomendações específicas dos Estados-membros sobre ações individuais e coletivas para abordar sistematicamente os motores do extremismo violento em todos os níveis.

O chefe da ONU destacou cinco elementos que considerou essenciais. Entre eles, falou do envolvimento de toda a sociedade, não só governos, e ações para chegar aos jovens, destacando o papel das mídias sociais, e o respeito à lei internacional e aos direitos humanos.

Para o secretário-geral, o mundo está "diante de um grande desafio", que "não vai desaparecer da noite para o dia", mas pode ser abordado de "forma concreta".

Como ações para alcançar este objetivo, Ban cita fomentar sociedades de inclusão, garantir vidas de dignidade e buscar esta meta sempre sob inspiração da Carta das Nações Unidas e da Declaração Universal de Direitos Humanos.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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