Especialista da ONU: situação no Iêmen é "além do trágico"

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Representante especial do secretário-geral para Crianças e Conflitos Armados afirmou que escala de mortes e mutilação de crianças cresceu dramaticamente em 2015.

Crianças iemenitas. Foto: Ocha/Charlotte Cans

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A representante especial do secretário-geral para Crianças e Conflitos Armados descreveu a situação atual no Iêmen como "além do trágico" por todos os afetados pela violência.

Leila Zerrougui disse ser "cada vez mais importante" que tanto o Conselho de Segurança e a comunidade internacional promovam o diálogo político com objetivo de acabar com violações contra crianças. Em nota, ela disse ainda que infelizmente, a "escala de mortes e da mutilação de crianças cresceu dramaticamente em 2015".

Crianças

Citando dados da ONU, a especialista afirmou que mais de 400 crianças foram mortas e mais de 600 ficaram feridas entre a escalada do conflito em março e agosto.

Segundo Leila Zerrougui, isto já representa "mais do que o triplo do número de crianças mortas e mutiladas em todo o ano de 2014.

Ela disse estar "chocada" com o alto índice de menores vítimas, o que indicaria "uma falha das partes no conflito em distinguir entre objetos civis e militares e em tomar medidas de precaução para evitar e minimizar o número de vítimas civis".

De acordo com a ONU, 80% da população do Iêmen precisa de alguma forma de proteção ou de assistência humanitária.

Conselho de Segurança

Na última sexta-feira, a representante especial do secretário-geral falou ao grupo de trabalho do Conselho de Segurança sobre Crianças e Conflitos Armados. Ela também falou à comissão do órgão criada para monitorar medidas impostas pela ONU ao Iêmen.

Leila Zerrougui mencionou que 73% das mortes e ferimentos de crianças durante o segundo trimestre de 2015 foram atribuídos a bombardeios aéreos pela coalização liderada pela Arábia Saudita.

No mesmo período, 18% das mortes de crianças e 17% dos ferimentos dos menores foram atribuídos às forças Houthis.

Ela também falou sobre o aumento exponencial dos ataques a hospitais do primeiro ao segundo trimestre de 2015.

A representante especial também falou de "grave preocupação" sobre a falta de acesso humanitário e pediu ação urgente para facilitar o acesso à assistência imediata.

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