Em três meses, 50 mil iraquianos fugiram do Isil, segundo missão da ONU

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Civis abandonam o país e buscam proteção na Europa e em outros países do Oriente Médio; Unami fala numa situação "desesperadora" e destaca que 8 milhões de iraquianos precisam de assistência humanitária.

Crianças em acampamento para deslocados internos no Iraque. Foto: Unami

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A coordenadora humanitária das Nações Unidas para o Iraque fez um alerta neste domingo, 13 de setembro: mais de 8 milhões de homens, mulheres e crianças do país precisam de assistência humanitária.

Lise Grande lembrou dos milhares de iraquianos que fugiram do conflito no país e buscaram segurança na Europa. Segundo ela, se nada for feito, outros milhares vão abandonar o Iraque.

Isil

A representante da ONU destacou que mais de 50 mil iraquianos deixaram o país nos últimos três meses, vítimas do confronto com o auto-proclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

Grande explicou que a "situação é tão desesperadora que muitos civis sentem que não têm escolha, a não ser colocar seu destino nas mãos dos traficantes e tentar chegar até a Europa".

Financiamento

Para evitar a ida de mais iraquianos ao continente europeu, Grande sugere que sejam feitos investimentos para melhorar as condições de vida nos campos que abrigam deslocados internos e nas comunidades que abrigam famílias desalojadas.

Segundo as Nações Unidas, dos 8,6 milhões de iraquianos que precisam de assistência urgente, 3,2 milhões são deslocados internos. Essas pessoas estão espalhadas em 3 mil localidades no Iraque.

Em junho, a ONU anunciou serem necessários quase US$ 500 milhões para as operações humanitárias no país até dezembro, mas apenas 34% do valor foi financiado até agora.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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