Conselho de Segurança pode “considerar novos passos” para Burquina Fasso

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Após golpe de Estado, órgão acompanhou informe do subsecretário-geral para os Assuntos Políticos; agências de notícias informaram que presidente interino foi libertado por líderes da junta militar.

Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/Loey Felipe

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Os países-membros do Conselho de Segurança disseram estar preparados para acompanhar de perto a situação após o golpe de Estado no Burquina Fasso, e para “considerar novos passos se for necessário”.

Em declaração emitida na noite de quarta-feira, os 15 Estados que compõem o órgão sublinham que os autores da tomada inconstitucional do poder no país devem ser responsabilizados.

Assuntos Políticos

A nota seguiu-se à apresentação de um informe ao Conselho, pelo subsecretário-geral para os Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman.

Agências de notícias informaram que os líderes da junta militar libertaram o presidente interino do Burkina Faso, Michel Kafando, e disseram estar em bom estado de saúde. Entretanto, o primeiro-ministro Isaac Zida continua em prisão domiciliária.

Diálogo

Ainda de acordo com os relatos das agências de notícias, a junta teria aceitado um “princípio do diálogo”, com a mediação de líderes da África Ocidental.

Protestos ocorridos após a ação levada a cabo pela guarda presidencial teriam provocado pelo menos três mortos, na quinta-feira.

Retorno do Poder

O Conselho reafirmou a condenação aos atos, e pediu a restauração da ordem constitucional e o retorno “sem demora” do poder às autoridades civis de transição.

O apelo a todos os intervenientes no processo é que respeitem o calendário de transição que prevê a realização de eleições livres, justas e credíveis a 11 de outubro.

Os 15 Estados-membros do órgão instam às partes a abster-se de qualquer tipo de violência e reiteram o seu apoio aos “esforços para preservar a transição do representante especial do secretário-geral para a África Ocidental, Mohamed Ibn Chambas.

A nota menciona também o papel da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Cedeao, da União Africana e de outros parceiros internacionais em Burkina Faso.

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