Conselho de Segurança discute combate ao terrorismo no Oriente Médio

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Reunião foi promovida pela Rússia e também teve como foco a violência no norte da África; secretário-geral Ban Ki-moon quer medidas urgentes para proteger civis na Síria, Iraque, Líbia e Iêmen.

Conselho de Segurança em reunião ministerial sobre terrorismo. Foto: ONU/Loey Felipe

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A Rússia, país que preside o Conselho de Segurança neste mês, promoveu nesta quarta-feira uma reunião ministerial sobre o combate ao terrorismo no Oriente Médio e no norte da África.

O secretário-geral da ONU participou do debate no Conselho e falou que as duas regiões estão no meio dos "conflitos mais mortais e das piores emergências humanitárias" da atualidade.

Semelhanças

Segundo Ban Ki-moon, "grupos terroristas como Isil e a Al-Qaeda e entidades afiliadas estão elevando o horror e complicando a busca por soluções". Na avaliação dele, apesar de cada crise ser bastante diferente, os conflitos no Iraque, na Líbia, na Síria e no Iêmen "expõe horrores similares".

Ban disse que o conflito na Síria "já provou ser o mais intratável", porque apresentou um perigo após o outro: uso de armas químicas, aumento da presença do Isil e de outros grupos extremistas, a pior crise de refugiados desde a 2ª Guerra e o desalojamento de 8 milhões de pessoas dentro do país.

Urgência

No Conselho de Segurança, o secretário-geral da ONU pediu medidas urgentes para a proteção dos civis da violência e falou que a comunidade internacional tem uma obrigação com o povo sírio.

Ban pede que os autores de crimes na Síria sejam responsabilizados. Ele apelou ao Conselho de Segurança para apoiar uma transição política confiável, baseada no Comunicado de Genebra.

Como havia anunciado em seu discurso na abertura da Assembleia Geral, na segunda-feira, Ban Ki-moon ressaltou que irá apresentar dentro de alguns meses um plano com recomendações aos países sobre o combate ao extremismo violento.

Ministros

O secretário-geral disse que combater o terrorismo não é suficiente, é importante prevenir as ações dos extremistas. Ele lembrou que conflitos, falhas de governos e violações de direitos humanos não afetam somente o Oriente Médio e o norte da África, mas o mundo todo.

Participam da reunião no Conselho de Segurança o secretário de Estado americano, John Kerry; os ministros das Relações Internacionais da Rússia, Sergey Lavrov; da França, Laurent Fabius; de Angola, Georges Chikoti; do Brasil, Mauro Vieira, entre outros.

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