Conselho de Segurança debate confrontos entre israelenses e palestinos

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Coordenador da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio fala num "padrão de conflitos" na mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém; Nickolay Mladenov pede mudanças políticas por parte de Israel e mais compromisso palestino.

Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/Loey Felipe

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Os representantes dos países que integram o Conselho de Segurança ouviram nesta terça-feira relatos do Coordenador da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio.

Por videoconferência, Nickolay Mladenov voltou a expressar sua grave preocupação com violência e conflitos em locais sagrados de Jerusalém Oriental. Ele fez referência ao episódio de domingo, quando policiais israelenses entraram na mesquita de Al-Aqsa alegando ser uma operação contra extremistas.

Mesquita

A polícia de Israel afirma que houve reação das pessoas, e no Conselho de Segurança, Mladenov afirmou que 60 ficaram feridas. Segundo ele, "esse padrão de conflito em Jerusalém Oriental" têm continuado durante os últimos três dias.

Para Mladenov, "enquanto o Oriente Médio enfrenta uma maré viciosa de terror e extremisto, confrontos do tipo tem o potencial de estimular violência para além dos muros de Jerusalém".

O representante da ONU lembrou que o conflito entre israelenses e palestinos já deixou "marcas permanentes no povo e na região", com o aumento da frustração, do medo e da violência.

Dois Estados

Apesar dos esforços do Quarteto para o Oriente Médio e de países como Egito, Jordânia e Arábia Saudita, para preservar uma solução de dois Estados, Mladenov declarou ao Conselho de Segurança que a "paciência está acabando".

Ele defendeu um plano de ações concretas, que vai depender de "mudanças políticas significativas por parte de Israel" e um "compromisso inabalável do lado palestino, para que se possa alcançar uma genuína unidade nacional".

O coordenador da ONU falou também sobre a importância do engajamento internacional e regional e pediu à Israel para reconhecer o "potencial da Iniciativa Árabe de Paz" para a paz e o desenvolvimento econômico da região.

Segundo Nickolay Mladenov, o secretário-geral da ONU tem uma reunião com o Quarteto para o Oriente Médio no dia 30, para discutir como "criar condições no terreno para o retorno das negociações pacíficas".

Gaza

Sobre Gaza, o coordenador falou que a situação continua "precária", com a população cada vez mais descontente e com cortes de luz que chegam a durar 16 horas por dia. Além disso, 40 mil trabalhadores do setor público estão sem receber seus salários completos já há um ano.

No último mês, militantes de Gaza lançaram cinco foguetes contra Israel e as forças de segurança israelenses realizaram dois ataques aéreos dentro da Faixa de Gaza, mas ninguém ficou ferido.

Mladenov afirmou que os incidentes demonstram a fragilidade em Gaza e que sem uma mudança positiva, há risco de aumentar o extremismo na região. Ele lembrou que as restrições de Israel na importação de bens continuam impedindo esforços de recuperação e de ajuda humanitária.

Por outro lado, ele destacou que a reconstrução está sendo retomada, com 94 mil proprietários de casas procurando material de construção. Mais de 300 projetos para reconstruir residências, escolas e redes de água esperam a aprovação de Israel. Mas 18 projetos já foram finalizados e quase 150 estão em andamento em Gaza.

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