Chefe de direitos humanos preocupado com golpe militar em Burkina Fasso

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Alto comissário da ONU, Zeid Al Hussein diz que detenção do presidente é "inaceitável"; Conselho de Segurança e secretário-geral Ban Ki-moon também condenam a ação no país africano.

Zeid Al Hussein. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos considera a detenção do presidente interino de Burkina Fasso "inaceitável". Zeid Al Hussein declarou estar "extremamente preocupado com o golpe militar" no país africano.

O presidente Michel Kafando, o primeiro-ministro interino Isaac Zida e dois ministros foram detidos, na quarta-feira, pela guarda presidencial do ex-líder do país, Blaise Compaoré.

Apelo

Há quase um ano, o ex-presidente Campaoré, que ficou 27 anos no poder, foi deposto durante manifestações populares. Ele está exilado na Côte d'Ivoire, ou Costa do Marfim.

O chefe de Direitos Humanos pede a libertação imediata dos políticos e para que sejam tratados com "dignidade e humanidade". Zeid também faz um apelo aos líderes do golpe, para que não utilizem a força e respeitem o direito da população de fazer manifestações pacíficas.

Violações

O Conselho de Segurança também divulgou uma nota nesta quinta-feira condenando a detenção forçada do presidente e do primeiro-ministro. O órgão ressalta que a ação "é uma violação flagrante da Constituição e da Carta de Transição de Burkina Fasso".

As autoridades do governo de transição receberam todo o apoio do Conselho, que pede a libertação imediata dos reféns. O órgão quer que o calendário eleitoral seja respeitado: estavam previstas eleições presidenciais para 11 de outubro.

Apoio

A detenção do presidente interino e de outros integrantes do governo também foi condenada pelo secretário-geral da ONU. Ban Ki-moon também falou numa violação da Constituição e pediu a libertação imediata dos líderes.

O representante especial do secretário-geral para a África Ocidental, Mohamed Ibn Chambas, já está na capital de Burkina Fasso, Ouagadougou, tentando garantir que a transição política do país seja respeitada.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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