Ban cita "responsabilidade coletiva" para ajudar migrantes na Europa

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Secretário-geral da ONU discutiu o problema, por telefone, com chefes de governo europeus esta terça-feira; ele afirmou que a maioria dos refugiados que chegam ao continente está fugindo da guerra e da violência.

Secretário-geral da ONU Ban Ki-moon. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, discutiu, esta terça-feira por telefone, a crise de refugiados e migrantes com vários chefes de governo da Europa.

Ao reconhecer os desafios que esse problema representa para alguns Estados-membros, Ban citou a responsabilidade individual e coletiva dos países europeus para responder de forma responsável e humana ao problema.

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O chefe da ONU disse que a maioria das pessoas que chega ao continente está fugindo de guerras e violência. Segundo ele, são pessoas que têm o direito de pedir asilo sem qualquer tipo de discriminação.

Ban elogiou os esforços feitos por vários líderes europeus e pediu aos países da União Europeia que cumpram com suas obrigações.

Ele salientou a "necessidade de compaixão e solidariedade global" e aplaudiu os exemplos inspiradores demonstrados por cidadãos e pela sociedade civil por toda a Europa para ajudar os refugiados.

Ban apelou aos líderes para que "sejam as vozes dos necessitados e que rapidamente encontrem uma forma de ajudar essas pessoas".

Xenofobia e Discriminação

Para o secretário-geral, é importante combater a xenofobia, a discriminação e a violência contra os migrantes e refugiados. Ele espera que qualquer manifestação deste tipo seja combatida imediatamente.

Ban assegurou aos líderes europeus que a ONU está pronta para prestar assistência através de suas agências, principalmente o Acnur.

Ainda sobre refugiados, o enviado especial do secretário-geral para a Síria, Staffan de Mistura, disse que depois de cinco anos de guerra, os sírios estão perdendo a esperança, com muitos fugindo para a Europa.

De Mistura afirmou que a chegada dos refugiados sírios está colocando uma pressão muito grande sobre os países europeus neste momento. Ele pediu aos líderes da Europa que respondam recebendo essas pessoas com dignidade.

Ao mesmo tempo, o enviado especial da ONU disse que é necessário "criar" esperança para a população síria e que essa é a meta das Consultas de Genebra.

Segundo ele, o Comunicado de Genebra representa o mapa que oferece a oportunidade para discussão. Para de Mistura, a alternativa será o contínuo avanço do Daesh, nome em árabe do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

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