Ban: Assembleia Geral começa em momento de "agitação e esperança"

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Secretário-geral da ONU falou a jornalistas, entre outras coisas, sobre a nova agenda de desenvolvimento sustentável, a visita do Papa Francisco, mudança climática, Síria, crises humanitárias, refugiados, alegações de abusos sexuais por soldados de paz e a possibilidade de uma mulher ser a nova líder das Nações Unidas.

Ban Ki-moon fala com jornalistas na sede das Nações Unidas. Foto: ONU/Mark Garten

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a sessão deste ano da Assembleia Geral começa em um momento de "agitação e esperança".

Para ele, agitação "porque conflitos se aprofundaram em muitos lugares e os civis estão pagando o preço"; esperança, "porque um número histórico de líderes mundiais" vai se reunir na sede da organização para "moldar soluções e adotar uma inspiradora nova agenda de desenvolvimento".

Papa Francisco

O chefe da ONU falou a jornalistas em Nova York sobre diversos tópicos, entre eles, a nova agenda 2030 de desenvolvimento sustentável, a visita do Papa Francisco, a reunião de líderes mundiais e mudança climática.

Ban falou também sobre a Síria, crises humanitárias, refugiados, alegações de abusos sexuais por soldados de paz e a possibilidade de uma mulher ser a nova líder das Nações Unidas. 

O Papa Francisco visitará a sede da ONU no dia 25 de setembro, mesmo dia em que começa a Cúpula das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, onde líderes mundiais vão adotar a nova agenda.

Para o secretário-geral, a agenda 2030 do desenvolvimento sustentável "incorpora os anseios" das pessoas de viver em dignidade em um planeta saudável.

Clima

Segundo o chefe da ONU, o documento também "mostra o que os Estados-membros podem alcançar quando trabalham juntos".

Ban afirmou que está encorajado com "novos investimentos em energia sustentável", mas expressou preocupação de que não esteja sendo feito o suficiente para manter o aumento da temperatura abaixo dos 2º Celsius.

Síria

Falando sobre a Síria, Ban afirmou que "os combatentes estão desafiando todas as normas de humanidade".

Ele declarou que seu enviado especial continua seus esforços, mas que a "responsabilidade para acabar com este horror é das partes envolvidas nos confrontos, dos países vizinhos e das forças externas que estão alimentando o conflito".

Crises Humanitárias

O secretário-geral também falou sobre "o crescente conflito" no Iêmen, ressaltando que "não há solução militar". Ban mencionou ainda a crise na Líbia e a situação no Sudão do Sul, onde mais de 200 mil pessoas deslocadas estão no momento abrigadas em bases da ONU.

Em todo o mundo, 100 milhões de pessoas, cerca de uma em cada 70 pessoas no planeta, precisa de assistência vital. No entanto, Ban ressaltou que todos os apelos humanitários da ONU estão "cronicamente subfinanciados".

Deslocados e Refugiados

O chefe da ONU afirmou que "conflitos brutais, falhas em governança básica, desespero econômico e outros fatores geraram deslocamentos não vistos desde a Segunda Guerra Mundial".

Ban declarou que 60 milhões de pessoas fugiram de suas casas e que "homens, mulheres e crianças fugindo de guerra e perseguição merecem apoio real, incluindo asilo".

O secretário-geral pediu àqueles que "estão no caminho dos direitos dos refugiados que se coloquem no seu lugar".

Ban disse que pessoas enfrentando bombas e brutalidade em seu país vão continuar buscando "vida" em outras nações e pessoas com poucas perspectivas em casa, vão continuar buscando oportunidades em outros lugares.

Para ele, isto é natural e é o que qualquer um faria para si ou seus filhos.

Países de Acolhimento

O chefe da ONU elogiou os países que estão fazendo "tudo o que podem pelas pessoas que precisam" mencionando os refugiados sírios no Líbano, na Jordânia e na Turquia.

Ele saudou líderes e cidadãos de outros países, como Alemanha, Suécia e Áustria, por "abrirem suas portas e mostrarem solidariedade" e também se disse agradecido pelo apoio financeiro dado por muitas nações para enfrentar as consequências humanitárias, particularmente o Reino Unido e o Kuwait.

Ban disse ainda que em 30 de setembro vai realizar um encontro de alto nível para mobilizar uma resposta à crise de refugiados que seja "humana, eficaz e baseada em direitos".

Operações de Paz

O secretário-geral afirmou que na última sexta divulgou sua avaliação sobre o futuro das operações de paz das Nações Unidas. Ele pediu a implementação de três mudanças: "uma ênfase urgente em prevenção de conflitos e mediação; medidas para melhorar a rapidez e a agilidade das missões políticas e de manutenção de paz da ONU; e parcerias mais profundas com organizações regionais, em particular a União Africana".

Ban declarou que o futuro das operações de paz da ONU também depende de uma ação conjunta para "livrá-las de abusos e da exploração sexual".

Ele afirmou ter definido uma série de novas medidas e está fazendo tudo dentro de sua autoridade para acabar com esse "comportamento inaceitável".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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