70ª sessão da Assembleia Geral abre com grande expectativa

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Secretário-geral cita de imediato a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável; novo presidente da AG é o ex-líder do Parlamento da Dinamarca, Mogens Lykketoft.

Lykketoft discursa na abertura da 70ª sessão da Assembleia Geral. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A 70ª sessão da Assembleia Geral da ONU teve início esta terça-feira com grande expectativa.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, citou de imediato o acordo da agenda 2030, que será firmado pelos presidentes e chefes de governo durante a Cúpula Global sobre o Desenvolvimento Sustentável, entre 25 e 27 de setembro.

Mudança Climática

O evento ocorre antes da abertura da Assembleia Geral, na segunda-feira, 28 de setembro.

Ban citou também o acordo sobre mudança climática, que deverá ser firmado em dezembro durante a COP-21, em Paris. Ele falou ainda sobre a importância do financiamento para atingir todos os objetivos.

Ainda na lista estão o futuro das operações de paz da ONU, o debate sobre o problema mundial das drogas e a conferência habitat 3 sobre assentamentos e cidades.

Mogens Lykketoft

Ban disse ao novo presidente da Assembleia Geral, Mogens Lykketoft, que a 70ª sessão deve ser de compaixão, prevenção e, acima de tudo, de ação.

O novo presidente abriu a  sessão falando sobre a honra em presidir o que é para ele o "órgão multilateral mais representativo do mundo"

O dinamarquês Lykketoft espera que essa sessão "seja realmente histórica", com "ações muito necessárias para as pessoas e o planeta". Ele lembrou que em 10 dias, os líderes mundiais estarão reunidos na Assembleia Geral para adotar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Lykketoft acredita que o acordo "levanta grandes esperanças sobre o papel das Nações Unidas e seu compromisso com a ação". Enquanto presidente da Assembleia Geral, sua prioridade será garantir que as promessas sejam cumpridas.

Paz

Em seu primeiro discurso no órgão, ele afirmou que não haverá desenvolvimento sustentável se não houver paz, segurança ou respeito pelos direitos humanos.

Lykketoft lembrou que a ONU e os Estados-membros "têm a forte obrigação de trabalhar juntos para acabar com guerras catástróficas e conflitos, não apenas na Síria e região".

Segundo ele, é preciso agir agora para tratar "a enorme e explosiva crise de refugiados e proteger todos os refugiados" do mundo.

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