Uniogbis espera “próximos passos” após demissão do governo na Guiné-Bissau

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Representante especial do secretário-geral no país apela à calma e promete aprofundar assunto na sua presença na ONU; Conselho de Segurança discute o país em duas semanas.

Miguel Trovoada. Foto: Rádio ONU

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O representante especial do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Miguel Trovoada,  reiterou o seu apelo à calma “para manter a estabilidade”, e pediu  diálogo entre as lideranças após a demissão do governo do país.

Na noite de quarta-feira, o presidente guineense José Mário Vaz fez o anúncio do mais recente desenvolvimento das tensões com o então primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira.

Conselho de Segurança

Miguel Trovoada disse que o evoluir da situação será reportado na sede da ONU, no fim deste mês. O Conselho de Segurança prevê realizar sobre o país uma sessão nas próximas duas semanas.

“Não podemos prever a evolução da situação. Quando estivermos em Nova Iorque vamos informar como as coisas teriam chegado nessa altura. Nós a comunidade internacional, fazemos o apelo a que as coisas se resolvam, para se manter estabilizadas e reiterar para que as soluções sejam encontram num quadro de diálogos destes intervenientes.”

Decisão

O também chefe do Gabinete Integrado da ONU para a Estabilização da Guiné-Bissau, Uniogbis, disse que comunidade internacional continua na expetativa em relação aos passos seguintes à decisão do presidente.

“Neste momento está-se à espera. O presidente anunciou que, após a demissão, que ele iria, de acordo com o que diz a Constituição, chamar o partido mais votado que é o Paigc. Há uma expectativa por parte da comunidade internacional, mas também pela própria sociedade guineense, que aguarda os próximos passos. Pensamos que são as diligências que o presidente da República vai encetar no sentido da designação do primeiro-ministro. E como ele disse, respeitando a constituição e não saindo do quadro do partido vencedor das últimas eleições legislativas.”

Cplp

Os esforços  resolver a situação guineense envolveram a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Cedeao, com a intervenção directa dos presidentes senegalês, Macky Sall, e da Guiné-Equatorial Alpha Condé.

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, esteve igualmente envolvida nas sessões com a União Africana e a União Europeia.

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