Unicef diz que "água não deve ser usada para ganhos na Síria"

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Agência da ONU afirmou que bem natural é uma necessidade básica e um direito fundamental; diretor regional do Unicef disse que "negar o acesso das pessoas à água representa uma violação das leis de guerra e deve acabar".

Falta de água na Síria. Foto: Unicef/Razan Rashidi

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alertou esta quarta-feira que a água não deve ser usada para ganhos políticos e militares na Síria.

O diretor regional do Unicef para o Oriente Médio e norte da África, Peter Salama, afirmou que "a água potável é uma necessidade básica e um direito fundamental em qualquer lugar do mundo".

Acesso

Salama disse que "negar o acesso das pessoas à água representa uma violação das leis de guerra e deve acabar".

Segundo o Fundo da ONU para a Infância, nos últimos meses 5 milhões de sírios em cidades e comunidades espalhadas pelo país sofreram as consequências das interrupções, muitas vezes deliberada, no fornecimento de água.

Somente na cidade de Alepo, com 2,3 milhões de habitantes, o Unicef registrou 18 cortes no abastecimento neste ano, alguns duraram mais de um mês.

Doenças

Sem água em casa, as crianças geralmente assumem a tarefa de coletar o produto em canos nas ruas e postos especiais. Nas últimas semanas, pelo menos três delas morreram no momento em que buscavam água durante os conflitos na região.

Com os cortes, famílias estão dependendo de água retirada de fontes e poços não regularizados, expondo crianças e adultos a diversas doenças como diarreia, tifo, hepatite entre outras.

A crise de água na Síria agravou desde o início do conflito. O abastecimento atualmente chega a menos da metade do que era em 2011.

A violência e os combates contínuos causaram danos à tubulação de água e usinas de distribuição e fornecimento. Os funcionários do setor geralmente não conseguem realizar os reparos necessários no sistema por causa dos conflitos.

O Unicef pediu a todos os lados envolvidos na guerra que adotem medidas para evitar o sofrimento da população civil e suspendam imediatamente os cortes no abastecimento.

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