Unesco condena morte de jornalista sul-sudanês e pede investigação cuidadosa

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Peter Moi Julius foi vítima de tiros de homens armados não identificados em Juba; diretora-geral da agência das nações Unidas quer investigações no interesse da liberdade de imprensa e do Estado de direito.

Unesco defende liberdade de imprensa. Foto: ONU/Photo: Jean-Marc Ferré

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Irina Bokova, apelou esta sexta-feira a uma investigação do assassinato do jornalista sul-sudanês Peter Moi Julius.

A vítima trabalhava para o jornal independente New Nation  e morreu esta quarta-feira quando seguia do trabalho para a sua casa na capital sul-sudanesa, Juba.

Família

De acordo com agências de notícias, o ato teria sido levado a cabo por homens armados não identificados por volta das 20:00 horas, tempo local. A confirmação foi dada após a identificação do corpo pela família do jornalista.

Ao deplorar o ato, Bokova disse que os cidadãos contam com a media para fazer escolhas informadas, o que justifica a necessidade de os jornalistas serem capazes de exercer a sua profissão em condições de segurança.

Liberdade de Imprensa

Às autoridades sul-sudanesas, o pedido da chefe da Unesco é que investiguem o caso “de forma cuidadosa, no interesse da liberdade de imprensa e do Estado de direito. ”

Segundo os relatos das agências, Moi é o sétimo jornalista assassinado este ano no país onde decorre um conflito armado entre o governo e rebeldes há mais de 20 meses.

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