Unesco condena fortemente destruição de templo antigo na Síria

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Para chefe da agência, "tais atos são crimes de guerra e seus atores devem ser responsabilizados por suas ações"; segundo agências de notícias, autoridades e ativistas sírios afirmaram que milícias do grupo Isil destruíram o templo.

Palmira, Síria. Foto: Unesco

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, "condenou fortemente" a destruição do templo antigo de Baalshamin na cidade síria de Palmira, Patrimônio Cultural da agência.

Segundo relatos, autoridades e ativistas do país afirmaram que integrantes do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, destruíram o templo.

Datas

Ainda de acordo com as informações de agências de notícias, o responsável pelas antiguidades da Síria afirmou que o monumento foi explodido no domingo. Já o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, teria declarado que a destruição ocorreu há um mês.

Para Bokova, "a destruição sistemática" de símbolos culturais que fazem parte da diversidade cultural síria revela "a verdadeira intenção de tais ataques, que é privar a população síria de seu conhecimento, identidade e história".

Perda Imensa

Ela afirmou que "uma semana após o assassinato do professor Khaled Assad, o arqueólogo que havia cuidado das ruínas de Palmira por quatro décadas, esta destruição é um novo crime de guerra e uma perda imensa para a população síria e a humanidade".

Segundo a Unesco, o templo de Baalshamin foi construído há quase 2 mil anos. A estrutura do monumento é do período romano. Ele foi erguido no 1º século e seria um dos "mais importantes e bem preservados edifícios em Palmira".

Para a chefe da agência, a arte e a arquitetura do local são símbolos da "complexidade e riqueza da identidade e história sírias".

Crime de Guerra

Bokova declarou que "extremistas buscam destruir esta diversidade e riqueza" e pediu à comunidade internacional que se una contra o que chamou de "persistente limpeza cultural".

Segundo ela, o Daesh, denominação em árabe do Isil, está matando pessoas e destruindo sítios arqueológicos, "mas não pode silenciar a história e, em última instância, vai falhar em apagar esta grande cultura da memória do mundo".

A chefe da agência declarou que "apesar dos obstáculos e do fanatismo, a criatividade humana vai prevalecer, edifícios e sítios serão reabilitados e, alguns, recontruídos".

Irina Bokova afirmou que "tais atos são crimes de guerra e seus atores devem ser responsabilizados por suas ações". Ela declarou que a Unesco está ao lado da população da Síria em suas ações para proteger seu "patrimônio cultural, um patrimônio para toda a humanidade".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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