Sudão do Sul: OIM fala de fluxo de deslocados sem precedentes em Malakal

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Complexo das Nações Unidas abriga cerca do triplo da capacidade na capital do estado de Alto Nilo; desde julho, cerca de 16 mil pessoas chegaram ao local; várias pessoas estão em espaços que não foram concebidos para habitação.

Deslocados do conflito sul-sudanês. Foto: Acnur/R.R.Thot

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, anunciou que está a responder a um fluxo de deslocados internos sem precedentes no acampamento de proteção de civis da ONU na cidade sul-sudanesa de Malakal.

Mais de 46,5 mil pessoas estão atualmente abrigadas no local da capital do estado do Alto Nilo, que foi projetado para 18 mil pessoas. Desde meados de julho, o complexo recebeu 16 mil recém-chegados.

Insegurança

O aglomerado de pessoas procura assistência devido à situação de insegurança na sequência ao conflito entre governo e rebeldes.

De acordo com a agência parceira das Nações Unidas, a demanda ultrapassa a capacidade de prestação de serviço das agências humanitárias. As condições do momento são marcadas pelo desespero das entidades devido à estação chuvosa.

Proteção

Milhares de civis seguiram para o acampamento em busca de assistência e de proteção. Desde abril, o conflito impediu o acesso de funcionários humanitários às comunidades nas áreas em torno de Malakal.

As condições humanitárias pioraram e causaram um agravamento da insegurança alimentar. A OIM disse que a Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss, e as agências humanitárias esforçam-se para dar espaço adicional para abrigar famílias em áreas secas.

Auxílio

A OIM gere o acampamento com o Conselho Dinamarquês para os Refugiados e com parceiros que tentam melhorar o acesso aos serviços de auxílio.

Com lonas colocadas na estação seca são fornecidos abrigos comunitários para os recém-chegados. A agência declarou que as limitações de espaço fazem com que os deslocados sejam colocados em espaços que não foram concebidos para habitação.

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