Segundo OMS, Europa tem a menor taxa global de amamentação

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Dados recentes mostram que entre 21 países da região, uma média de apenas 13% dos bebês são alimentados exclusivamente com leite materno; pobreza, obesidade e políticas do mercado de trabalho são causas dos baixos índices.

Mãe amamenta seu bebê. Foto: Unicef/Christine Nesbitt

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A Europa tem o menor índice global de amamentação, segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS. Dados recentes colhidos em 21 países da região afirmam que apenas 13% dos bebês até seis meses são alimentados exclusivamente com leite materno.

O alerta da OMS está sendo feito durante a Semana Mundial da Amamentação, que segue até 7 de agosto.

Causas

Uma outra pesquisa, feita entre 2006 e 2012, mostrou que apenas 25% dos bebês europeus eram amamentados, contra 43% do sudeste asiático. A OMS destaca que o índice da Europa está muito abaixo do recomendado.

Segundo a agência da ONU, pobreza, marginalização social, obesidade, regras do emprego e políticas do mercado de trabalho são algumas das causas da baixa taxa de amamentação.

Dificuldades no Emprego

De Lisboa, o especialista em aleitamento materno José Guerra confirmou à Rádio ONU que o retorno ao trabalho contribui para que as mães deixem de amamentar.

"Isto também acontece com alguma frequência, inclusive no caso de Portugal. É uma situação que é referida e às vezes as pessoas até são despedidas pelo fato de ter tido um bebê. Essa é uma situação que acontece com alguma frequência e nos é relatada pelas mães, pelas dificuldades que têm no local de trabalho. E por vezes, as mães ao extraírem leite em seu local de trabalho é muitas vezes um fator desmotivador, porque muitas pessoas e colegas não sabem, não percebem e acabam por achar um pouco estranho que as mães mesmo depois de voltar ao trabalho, continuem a amamentar."

Marketing

Segundo José Guerra, que dirige a empresa Geofar, especializada em bancos de leite e amamentação, a falta de apoio de colegas de trabalho e até mesmo familiares prejudica o plano de amamentação de muitas mães.

Já a Organização Mundial da Saúde destaca que propagandas de fórmulas que substituem o leite materno e de suplementos alimentares também contribuem para que a prática da amamentação seja fraca na Europa.

A OMS lembra que o aleitamento é a melhor opção para alimentar bebês, porque fornece todos os nutrientes necessários para o crescimento, o desenvolvimento, além de prevenir doenças.

Durante os seis primeiros meses de vida, o ideal é que os bebês recebam apenas o leite materno. Dos seis meses até os dois anos de idade, as crianças devem receber alimentos e também o leite da mãe.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 18 DE DEZEMBRO DE 2017
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