Peritos: expansão de assentamentos israelenses é “raiz” de crescente violência

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Comissão é formada por representantes de Sri Lanka, Malásia e Senegal; ritmo da reconstrução da Faixa de Gaza e financiamento à Agência das Nações Unidas de Assistência a Refugiados Palestinos também foram abordados pelo grupo.

Criança ferida pela violência em Gaza. Foto: Unicef/D’Aki

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Uma comissão de direitos humanos das Nações Unidas completou sua avaliação anual da situação de milhões de pessoas vivendo nos territórios palestinos ocupados.

O grupo citou a política israelense de expansão de assentamentos como principal condutor da escalada da violência na área.

Violência

A Comissão Especial da ONU para investigar práticas israelenses afetando os direitos humanos os palestinos e outras populações árabes nos territórios ocupados emitiu um comunicado à imprensa nesta segunda-feira. A nota  marcou o fim de sua visita de cinco dias a Amã, na Jordânia.

Os especialistas afirmaram que uma série de reuniões com grupos da sociedade civil e autoridades palestinas revelou que a "raiz" da escalada da violência nos territórios é a "política contínua de expansão de assentamentos e a atmosfera de impunidade relacionada às atividades dos colonos".

Nas últimas semanas, tensões entre colonos israelenses e palestinos foram ainda mais inflamadas após uma série de incidentes fatais entre os dois grupos.

Recentemente, no vilarejo de Duma, um bebê palestino de 18 meses morreu após a casa ter sido atacada com bomba incendiária por colonos israelenses. O pai da criança, não sobreviveu aos ferimentos e morreu no dia 8 de agosto.

Mulheres

A Comissão Especial é composta por três Estados-membros: Sri Lanka, Malásia e Senegal. Os países são representados por integrantes de suas Missões nas Nações Unidas em Nova York ou Genebra.

Além da violência, o grupo também recebeu relatos de "crescentes violações de direitos humanos" a mulheres e crianças através do uso repetido de incursões noturnas e uso de cães policiais por autoridades israelenses.

Os especialistas da ONU ouviram que muitas mulheres eram sujeitas a "tratamento humilhante na presença de suas famílias" durante estas operações.

Gaza

O ritmo da reconstrução da Faixa de Gaza também foi levado à atenção da comissão da ONU por representantes da sociedade civil.

Nenhuma unidade habitacional completamente destruída durante o conflito do ano passado foi plenamente reconstruída. De acordo com a ONU, ainda há cerca de 100 mil deslocados internos como resultado da ampla destruição estrutural no local.

Aproximadamente 120 mil pessos ainda estão esperando serem reconectadas ao suprimento de água da cidade. O trabalho ainda não começou em uma série de instalações de saúde fundamentais.

Unrwa

Ao mesmo tempo, os especialistas abordaram o déficit no financiamento da Agência das Nações Unidas de Assistência a Refugiados Palestinos, Unrwa, que está, no momento, enfrentando a crise financeira mais grave de sua história.

A Unrwa é financiada quase que inteiramente por contribuições voluntárias. O apoio financeiro não manteve o ritmo da maior demanda por serviços causas pelos números crescentes de refugiados registrados e o aprofundamento da pobreza.

No momento, a Unrwa tem dinheiro suficiente para manter seus serviços essenciais para proteger a saúde pública, o que inclui imunizações para crianças, assistência básica de saúde, saneamento e alguns programas de emergência até o fim de 2015.

No entanto, os recursos não são suficientes para garantir o fornecimento estável de seus serviços de educação a partir de setembro.

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