Perito da ONU pede mais segurança para ativistas no Burundi

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Relator sobre a situação dos defensores dos direitos humanos reagiu ao ataque e tentativa assassinato contra líder da Associação para a Proteção dos Direitos Humanos do Burundi; Pierre Claver Mbonimpa ainda está hospitalizado.

Relator pediu fim imediato da violência. Foto: Desire Nimubona/IRIN.

Eleutério Guevane, das Rádio ONU em Nova Iorque.

Um perito das Nações Unidas pediu ao Governo do Burundi que proteja todos os direitos dos ativistas de direitos humanos, após o ataque e a tentativa assassinato a um dos mais conhecidos defensores da área no país.

Para o relator sobre a situação dos defensores dos direitos humanos, Michel Forst, a ação contra Pierre Claver Mbonimpa envia uma mensagem bastante assustadora a todos os membros da sociedade civil e a toda a população.

Turbulência

Mbonimpa foi alvejado quatro vezes por desconhecidos no princípio da semana, quando conduzia uma moto a caminho de casa.

Forst disse que está preocupado com a segurança de todas as pessoas que defendem os direitos humanos no Burundi no período de turbulência e de insegurança no país. O seu apelo é pelo fim imediato da violência.

Para o especialista, as autoridades burundesas devem deixar claro que tais “ataques hediondos” não serão tolerados. O outro pedido é que estas façam o máximo para proteger os defensores dos direitos humanos contra futuros ataques.

Julgamento

Quanto a Mbonimpa, o relator pediu proteção durante a sua recuperação no hospital. O apelo é que haja uma investigação independente e imparcial para que os autores sejam levados à Justiça, num julgamento justo.

A vítima presidia a Associação para a Proteção dos Direitos Humanos do Burundi. Frost destaca o seu historial de defesa dos direitos dos prisioneiros e no combate à tortura no país.

Temas Controversos

O perito realça o reconhecimento internacional a Mbonimpa com prémios de direitos humanos e pelas declarações públicas sobre temas controversos, incluindo as recentes eleições presidenciais no país. Ele foi detido em 2014 e em abril de 2015.

Frost disse que informou ao governo Burundi sobre várias preocupações graves em relação à situação de Mbonimpa juntamente com outros especialistas do sistema da ONU. Ele encerra a nota a pedir o fim imediato de atos de intimidação e de perseguição.

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