ONU revela determinação de apurar abusos na República Centro-Africana

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Operação de paz descarta anunciar dados preliminares para não prejudicar investigações; alegações de abusos e exploração sexual compõem cerca de um quinto dos casos de má conduta registados desde 2014.

Capacetes azuis em Bangui. Foto: Minusca

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Missão da ONU na República Centro-Africana, Minusca, manifestou a determinação de investigar por completo todas as alegações de abusos e de exploração sexual cometidos pelas suas forças no país.

A meta da operação de paz é responsabilizar os autores de tais atos. A Minusca revelou que informações recolhidas pelas suas secções de Direitos Humanos, de Proteção da Criança e da Polícia foram submetidas ao órgão de supervisão interna da ONU, Oioc.

Vítimas

A entidade tem o mandato de investigar casos de alegada má conduta de forças da organização, identificar os autores e garantir a sua responsabilização.

A porta-voz das Nações Unidas disse que “as investigações sobre as recentes alegações de abuso sexual de uma menor e de assassinatos cometidos por forças da ONU em Bangui estão em andamento”.

Vannina Maestracci  contou que o que complica esse apuramento são as “várias nacionalidades dos polícias e militares envolvidos nas operações lançadas na área de PK5″, na capital centro-africana Bangui, nos dias 2 e 3 de agosto.

A Minusca não deverá publicar os resultados preliminares do apuramento, por estes “poderem ser prejudiciais para as investigações” em curso.

Má Conduta

Desde que a operação de paz foi criada, em abril do ano passado, foram investigados 57 casos de má conduta. Desses, 11 envolvem alegações de abuso e exploração sexual.

A operação de paz sublinha que a adoção de uma posição de transparência em casos de abusos é que as suas próprias forças “sejam submetidas aos altos padrões que são esperados dos outros”.

Pessoal

A nota sublinha que todas as alegações de má conduta do pessoal das Nações Unidas na República Centro-Africana são “levados muito a sério e objeto de investigação aprofundada”.

A Minusca frisa que vai trabalhar com países que contribuem com tropas para garantir a prestação de contas de qualquer dos seus funcionários uniformizados, considerados responsáveis por violações dos direitos humanos no país. Estas incluem a exploração e o abuso sexual.

Em julho, seis soldados de paz foram repatriados pelo uso excessivo da força contra detidos no país africano.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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