OMS vacina milhões de crianças contra a pólio e sarampo no Iêmen

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Cerca de um quarto de todas as instalações de saúde no Iêmen não estão mais funcionando plenamente; ais de 15,2 milhões de pessoas precisam de serviços de assistência à saúde no país, de acordo com a agência.

Crianças iemenitas. Foto: Ocha/Charlotte Cans

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS,  anunciou que conseguiu vacinar mais de 3,9 milhões de crianças com menos de cinco anos contra a pólio no Iêmen em uma campanha nacional lançada em 15 de agosto.

Mais de 860 mil outras crianças com idades entre seis meses e 15 anos foram vacinadas contra sarampo em áreas de alto risco.

Ponta do Iceberg

No entanto, para o representante da OMS no país, apesar destas realizações a agência da ONU está apenas "tocando a ponta do iceberg em termos de sua resposta".

Segundo Ahmed Shadoul, "milhões de pessoas precisam de serviços de saúde urgentemente e outros milhares podem morrer não como resultado da violência, mas da limitação de fundos, impedindo a habilidade de alcançar as populações afetadas".

Catástrofe

Cerca de um quarto de todas as instalações de saúde no Iêmen não estão mais funcionando plenamente e a expectativa é de que mais fechem nas próximas semanas.

A OMS alerta que isto está resultando em "consequências catastróficas" para pacientes que sofrem de insuficiência renal crônica ou dependem de apoio vital.

Em comunicado à imprensa, a agência afirmou que a "saída de profissionais de saúde que estão fugindo da violência, levou à escassez de profissionais qualificados”. O resultado foram as lacunas na prestação de cuidados de saúde primária, cirúrgicos e de obstetrícia.

De acordo com a OMS, a situação é agravada ainda mais pela escassez de energia e combustível, que resultou no fechamento de unidades de tratamento intensivo e salas de operação "em quase todos os hospitais do país".

Riscos

Mais de 15,2 milhões de pessoas precisam de serviços de assistência à saúde no Iêmen, de acordo com a agência.

O "enorme" movimento populacional sobrecarregou o funcionamento das instalações de saúde em áreas que estão abrigando os deslocados, o que aumenta o risco de doenças evitáveis pela vacinação e transmitidas pela água.

Segundo a OMS, mais de 2,6 milhões de crianças com menos de 15 anos estão em risco de contrair sarampo. Outros 2,5 milhões de menores de cinco anos enfretam o risco de diarreia e de infecções respiratórias agudas.

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