OIT: mais e melhores empregos são chave para recuperação na Ucrânia

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Análise é do diretor do escritório da agência para Europa central e do leste; segundo estimativas, até 2 milhões de empregos teriam sido perdidos desde o início da crise.

Foto: Acnur/I.Zimova

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Internacional do Trabalho, OIT, revelou a resposta da ONU à crise no leste da Ucrânia.

Segundo um representante da agência, o órgão está "convencido de que mais e melhores empregos para os ucranianos será um fator chave para o sucesso e sustentabilidade das ações de recuperação e reforma".

 Desemprego

O diretor do escritório da agência para Europa Central e Oriental afirmou que nos últimos anos a atenção internacional tem estado nos aspectos políticos e de segurança da crise ucraniana. No entanto, as consequências econômicas e sociais seriam "igualmente importantes e graves".

A análise de Antonio Graziosi destaca que o Produto Interno Bruto, PIB, do país caiu 6,8% em 2014 e 17,2% no primeiro trimestre de 2015.

As estatísticas oficiais apontam um crescimento da taxa de desemprego de 7,6% no primeiro trimestre de 2014 para 9,6% um ano depois.

Nas regiões diretamente afetadas pela crise militar,  o desemprego cresceu mais: de 9,1% para 14,4% em Donetsk e de 8,4% para 15,3% em Lugansk.

No total, os cálculos são de que até 2 milhões de empregos foram perdidos desde o início da crise.

Deslocamento Forçado

Segundo o representante da OIT, o impacto imediato da crise nos padrões de emprego está relacionado ao crescente número de pessoas deixando áreas em conflito e precisando encontrar novos empregos em outras áreas do país.

As estimativas mais recentes são de que há pelo menos 1,3 milhões de deslocados internos na nação, um quarto deles em idade produtiva.

Além disso, o número de pessoas que migrou para outros países desde o início da crise também cresceu.

Transformações

Antonio Graziosi afirmou ainda que a Ucrânia não está apenas "lutando com uma recessão econômica geral". O país também estaria em um processo de implementar reformas no contexto do acordo de associação com a União Europeia e outros acordos com instituições financeiras internacionais.

Segundo o representante, a OIT acredita ser "essencial" que as decisões sobre investimentos sejam feitas com base em uma avaliação completa do número e natureza dos empregos que estes investimentos vão gerar.

Ele afirmou que, ao longo dos anos, a agência da ONU desenvolveu "experiência reconhecida e ferramentas eficazes" para melhorar o impacto de investimento no mercado de trabalho.

Cooperação

Antonio Graziosi mencionou "uma recente experiência bem-sucedida" de cooperação com o Banco de Investimento Europeu na avaliação sobre o impacto no emprego das operações de empréstimo da instituição no norte da África.

Isto teria levado as duas instituições a iniciarem um diálogo sobre a possível réplica desta experiência em outros países, começando pela Ucrânia.

O representante da OIT afirmou ainda que a agência espera que mais parceiros internacionais e instituições financeiras unam forças neste "empenho estratégico".

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