OIM monitora fluxo de migrantes entre Haiti e República Dominicana

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Segundo autoridades dominicanas, mais de 66 mil haitianos retornaram ao seu país de origem desde junho, após plano para regularização ter expirado; quase 20% das famílias entrevistadas pela OIM foram obrigadas a ir embora.

Migrantes na fronteira entre o Haiti e a República Dominicana. Foto: OIM/Ilaria Lanzoni

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, continua monitorando o fluxo de migrantes na fronteira entre o Haiti e a República Dominicana. Em 17 de junho, expirou o prazo de registro dentro do Plano Nacional para Regularização de Estrangeiros.

Autoridades dominicanas informaram à OIM que mais de 66 mil hatianos retornaram ao seu país de origem de forma espontânea. Muitos teriam voltado ao Haiti utilizando os meios de transporte oferecidos de forma gratuita pelo governo do país vizinho.

Pesquisa

As equipes da OIM entrevistaram mais de 4,6 mil haitianos entre junho e a primeira semana de agosto, que cruzaram a fronteira para sair da República Dominicana.

Mais de 3,7 mil haitianos, ou 81% dos entrevistados, confirmaram à OIM que retornaram ao país de forma espontânea. Mas quase 19% afirmaram que foram obrigados a voltar, forçados pelas autoridades dominicanas.

Crianças

A maioria dos que participaram da pesquisa, ou 82%, não tinha nenhum tipo de documentação. A agência, que é parceira da ONU, identificou 25 crianças desacompanhadas.

O chefe da OIM na República Dominicana explica que uma análise mais aprofundada é necessária para entender os retornos forçados. Jorge Baca diz que as autoridades do país garantiram a OIM que não houve deportações recentes.

Em parceria com o Unicef, o Escritório da ONU para os Direitos Humanos e a agência da ONU para Refugiados, a OIM já treinou mais de 130 profissionais para coletar dados e ajudar os hatianos que cruzam as fronteiras.

Desde junho, quatro assentamentos informais surgiram para abrigar haitianos, mas a OIM destaca que a condição de vida nos locais é difícil, porque faltam serviços básicos.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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