OIM menciona asfixia por fumo como causa das 49 mortes no Mediterrâneo

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Origem foi motor do navio de pesca com mais de 300 migrantes; mortos incluem subsaarianos, bengalis e paquistaneses; aumentam migrantes da Antiga República Jugoslava da Macedónia e da Sérvia.

Migrantes soreviventes. Acnur/F.Malavolta.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, disse que os 49 cadáveres encontrados por marinheiros italianos no Canal da Sicília são provavelmente de vítimas de asfixia pelo fumo do motor do pequeno barco em que seguiam.

Uma nota, divulgada esta terça-feira, explica que o grupo foi encontrado no porão da embarcação de pesca que tinha 15 metros e transportava mais de 300 pessoas.

Sobreviventes

Quando o barco foi encontrado no sábado estava imerso na água e em combustível, revelou a agência após um contacto com os sobreviventes. Eles foram resgatados pelo navio “Cigala Fulgosi, da Marinha italiana, a 21 milhas ao largo da costa da Líbia.

A OIM calcula que com os 350 migrantes mortos desde o 05 de agosto, o número total de vidas perdidas este ano no Mediterrâneo subiu para 2.350.

De acordo com relatos, o “Cigala Fulgosi” respondeu a um pedido de socorro e chegou ao barco de pesca antes de amanhecer. Foi pouco depois de escurecer que o navio partiu da cidade portuária líbia de Zwara, situada a noroeste.

África Subsaariana

No fim da operação foram salvos 313 imigrantes, incluindo 45 mulheres e três menores. Eles eram originários da África Subsaariana e de países como Marrocos, Bangladesh, Paquistão e Síria. Os mortos incluem cidadãos subsaarianos, bengalis e paquistaneses.

O diretor-geral da agência reiterou que o episódio não pode ser considerado “simplesmente um incidente” mas “um crime”. Para William Swing, os traficantes envolvidos nessas operações “enviam milhares de pessoas para a morte”.

Condições Difíceis

O responsável considera impressionante o número de migrantes que morrem quase diariamente no Canal da Sicília, enquanto milhares de outras “enfrentam condições difíceis nas ilhas gregas, particularmente em Kos”.

A OIM menciona também relatos de um número crescente de migrantes que tentam chegar em condições terríveis à Europa através da Antiga República Jugoslava da Macedónia e da Sérvia.

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