Ocha: mais de 1 milhão de sírios tiveram que sair de suas casas em 2015

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Desde o início do conflito, mais de 250 mil pessoas morreram, cerca de 7,6 milhões foram deslocadas dentro da Síria e mais de  4 milhões fugiram do país; falando ao Conselho de Segurança, chefe do Ocha afirmou que é preciso encontrar forma mais sustentável para receber refugiados do país.

Refugiados sírios no Líbano. Foto: ONU/A. McConnell

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Desde o início do conflito na Síria, mais de 250 mil pessoas morreram e mais de 1 milhão ficaram feridas. Cerca de 7,6 milhões de pessoas foram deslocadas dentro do país. Mais de um milhão tiveram que sair de suas casas apenas neste ano.

As informações foram dadas pelo subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários nesta quinta-feira ao Conselho de Segurança.

Busca Desesperada

Stephen O'Brien afirmou que mais de 4 milhões de pessoas fugiram do país "em uma busca desesperada por sobrevivência e por um futuro", colocando comunidades e países anfitriões sob pressão ao limite.

Para o chefe do Escritório da ONU para Coordenação de Assistência Humanitária, Ocha, "em nome da segurança e da humanidade, é preciso encontrar uma forma melhor e mais sustentável para a comunidade internacional compartilhar a carga de hospedar refugiados sírios".

O subsecretário-geral disse que, no último mês, a violência continuou aumentando em todo o país.

Ataques

Stephen O'Brien mencionou que em 12 e 16 de agosto, bombardeios das forças do governo atingiram um mercado em Douma, matando mais de 100 pessoas e deixando muitas outras feridas.

Segundo o chefe do Ocha, esses ataques aconteceram apenas alguns dias após o "bombardeio indiscriminado de Damasco, a capital, realizado por grupos armados não estatais".

Ele afirmou que apesar da indignação e da condenação houve, desde então, pelo menos um ataque similar.

O subsecretário-geral declarou que ataques a civis são "ilegais, inaceitáveis e devem parar". Ele disse ainda que todos os envolvidos em violações do direito humanitário internacional devem ser responsabilizados.

Assistência Humanitária

De acordo com Stephen O'Brien, durante a primeira metade de 2015, agências da ONU e ONGs forneceram assistência alimentar a cerca de 5,9 milhões de pessoas, em média, por mês.

Também foram entregues medicamentos e suprimentos para 9 milhões, apoio em água e saneamento para mais de 5 milhões e itens de assistência básica para mais de 4 milhões de pessoas.

O chefe do Ocha afirmou que, apesar desses números serem "significativos", muitas outras pessoas poderiam ser beneficiadas se houvesse "acesso desimpedido".

Ele afirmou que está "particularmente preocupado" com o acesso "gravemente limitado" a 4,6 milhões de pessoas que vivem em áreas de difícil alcance e sitiadas.

Apelo

O'Brien apelou aos integrantes do Conselho de Segurança que façam tudo em seu alcance para acabar com esta crise.

O subsecretário-geral afirmou que "com toda a vontade do mundo, a ação humanitária não pode ser um substituto para ação política".

Para o chefe do Ocha, o Conselho "deve exercer liderança para pressionar por uma solução política. ”

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