Medidas de higiene ajudam a evitar o ebola nas escolas da África Ocidental

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Segundo o Unicef, esforço foi grande nos estabelecimentos de ensino da Guiné, Libéria e Serra Leoa; desde que novo protocolo foi implementado, nenhum aluno ou estudante pegou o vírus dentro da escola.

Medidas incluem medir a temperatura. Foto: © UNICEF/NYHQ2015-0768/Tanya Bindra

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Medidas apoiadas pelas Nações Unidas ajudaram que nenhuma contaminação por ebola fosse confirmada recentemente dentro das escolas da Guiné, Libéria e Serra Leoa.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, foram feitos grandes esforços para garantir a segurança dentro dos estabelecimentos de ensino.

Transmissões

As crianças aprenderam a se proteger e ensinaram as medidas de higiene aos seus país. O Unicef afirma que desde que os protocolos foram introduzidos, não foi reportado nenhum caso de transmissão de ebola que teria surgido dentro da própria escola.

Por precaução, duas escolas na Libéria foram descontaminadas após a morte de um estudante em junho e de um outro aluno ter sido infectado pelo ebola em julho.

Sabão

Após meses sem aulas devido ao surto, os estabelecimentos de ensino voltaram a funcionar nos três países este ano. Os protocolos incluem medir a temperatura de alunos e funcionários e a instalação de estações para lavagem das mãos.

O Unicef destaca que também foram distribuídas milhões de barras de sabão e  cloro, e milhares de professores e funcionários das escolas foram treinados para fornecer apoio psicossocial.

Água

Devido ao sucesso das medidas, até a Guiné-Bissau, país de língua portuguesa vizinho à Guiné, implementou os protocolos de prevenção.

Cerca de 5 milhões de crianças ficaram sem frequentar as salas de aula durante meses, porque os centros de ensino foram fechados em julho do ano passado e só reabriram nos primeiros meses deste ano.

O Unicef trabalha para que as medidas de higiene continuem sendo praticadas. Outro objetivo é melhor o acesso à fontes seguras de água. Na Guiné, por exemplo, apenas 33% das escolas primárias têm acesso à água potável.  Na Libéria o índice é de 45% e em Serra Leoa, de 40%.

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