Furacão Katrina "expôs fraquezas no gerenciamento de riscos de desastres"

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Afirmação foi feita pela chefe do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres; Margareta Wahlström disse que Nova Orleans se transformou em modelo para a resiliência.

Margareta Wahlström. Foto: Unric Bruxelas

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A chefe do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres, Unisdr, Margareta Wahlström, afirmou que "o furacão Katrina expôs as fraquezas no gerenciamento de risco de desastres".

A declaração foi feita para marcar o aniversário de 10 anos da tempestade, que acontece neste sábado, 29 de agosto. O Katrina causou a morte de 1,8 mil pessoas e inundou 80% de Nova Orleans.

Modelo

Segundo Wahlström, "no processo de reconstrução, Nova Orleans se transformou num modelo para a resiliência de desastres".

A representante da ONU disse que a cidade continua investindo muito em defesas contra enchentes e tem feito esforços para aumentar a participação da população na renovação de toda a área.

O porta-voz da agência, Denis McClean, falou sobre as lições aprendidas com o desastre.

McClean afirmou que é necessário ser realista sobre os riscos que cidades como Nova Orleans enfrentam. Ele explicou que uma cidade como Nova Orleans está preparada apenas para um furacão de categoria 3 e o Katrina alcançou categoria 5.

Idosos

A chefe do Escritório de Risco de Desastres afirmou que "como acontece em várias dessas tragédias, quase metade dos mortos pelo Katrina foi de idosos".

Ainda falando sobre as lições deixadas pela tempestade há uma década, Wahlström afirmou que muitas delas foram incorporadas à Plataforma de Sendai para a Redução do Risco de Desastres adotada pela comunidade internacional.

Entre elas, Wahlström citou a necessidade de engajar os idosos e outros grupos considerados vulneráveis no planejamento das operações. Além disso, é importante implementar provisões adequadas para garantir a segurança dessas pessoas quando os desastres ocorrerem.

Para a representante da ONU, "o furacão Katrina ensinou que a redução do risco de desastre tem que ter como ponto central as pessoas e deve incluir todos os setores da sociedade".

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