FAO: colheitas antigas preservadas no Ártico para futuras gerações

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Variedades de sementes de batata serão preservadas para futuras gerações; chefe da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação participa da cerimônia nesta quinta-feira.

Homem vende batatas em um mercado na Armênia. Foto: FAO/ Johan Spanner

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, participou do armazenamento de sementes de uma das culturas básicas mais importantes do mundo, a batata, nas geleiras do Ártico nesta quinta-feira.

O diretor-geral da agência, José Graziano da Silva, e especialistas e delegações do Peru, Costa Rica e Noruega participaram na cerimônia que vai ajudar a preservar estas "colheitas vitais" para futuras gerações.

Diversidade

O depósito foi feito no Cofre Global de Sementes de Svalbard, uma instalação no Círculo Ártico que tem atualmente mais de 860 mil sementes de alimentos de todo o mundo.

A operação é cofinanciada pela instituição internacional Global Crop Diversity Trust, que tem como missão conservar a diversidade das colheitas do planeta para a segurança alimentar desta e de futuras gerações.

O governo da Noruega também financia a iniciativa.

 

Comunidades Indígenas

Representantes das comunidades indígenas dos Andes, que trabalharam juntas para criar o Parque de La Papa, em Cusco, no Peru, vão depositar 750 sementes de batatas.

As sementes são resultado de projetos apoiados pelo Tratado Internacional sobre os Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e a Agricultura da FAO.

Os agricultores serão acompanhados por cientistas do Centro de Pesquisa Agrícola da Universidade da Costa Rica, que também colocarão parentes "selvagens" do alimento.

Batata

A batata teve origem nos Andes, na América do Sul. Segundo a FAO, através dos séculos, agricultores produziram mais de 2 mil variedades em diferentes formas, cores e tamanhos.

Além disso, do Uruguai ao Arizona, há dezenas de parentes selvagens do alimento.

A batata é atualmente a terceira comida mais consumida do mundo, alimentando mais de um bilhão de pessoas todos os dias. No entanto, as mudanças climáticas e doenças como a praga da batata representam um "desafio significativo", de acordo com a agência da ONU.

Mudança Climática

Segundo o chefe da FAO, em "algumas décadas, os sistemas alimentares do planeta vão precisar alimentar mais 2 bilhões de pessoas". Para Graziano da Silva, "produzir mais comida e alimentos mais nutritivos será mais desafiador como resultado da mudança climática".

Ele afirmou ainda que a "biodiversidade agrícola", como a que está no interior das sementes depositadas nesta quinta-feira, "é essencial para enfrentar esses desafios, ajudando a desenvolver colheitas melhores e mais resilientes"

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