Falta de fundos reduz comida para cerca de 1 milhão de deslocados no Iraque

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PMA fala de famílias sem comida nem dinheiro suficiente para o sustento; agência da ONU disse que outra razão para a medida foi o aumento de deslocados; país regista movimento de 3 milhões de pessoas.

Imagem de um campo de deslocados internos em Al-Jamea, Bagdá Foto: ©Unicef/ Iraq/2015/Khuzaie

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, cortou a quantidade de comida oferecida a cerca de 1 milhão de iraquianos devido a um “grave défice orçamental”.

A redução para metade nos pacotes dados mensalmente a cada família passa a cobrir 40% das necessidades diárias de cada agregado em vez de 80%, anunciou esta segunda-feira a agência da ONU.

Ração

A representante do PMA no Iraque disse lamentar que a falta de fundos e o aumento de deslocados iraquianos tenham obrigado a reduzir o tamanho da ração alimentar.

A também diretora da agência no país, Jane Pearce, lembrou que há dezenas de milhares de famílias beneficiárias a viver fora dos acampamentos.

Após reconhecer que estas vivem em condições difíceis, ela disse que a decisão foi tomada para estender a ajuda aos mais vulneráveis até que haja mais recursos.

Deslocados Internos

De acordo com o PMA,  a operação no Iraque recebeu 61% dos  US$ 78,1 milhões necessários para continuar a apoiar os deslocados até o fim do ano.

Em abril, as dificuldades para obter o dinheiro levaram a agência a priorizar os deslocados internos, com foco nos mais necessitados. Aos beneficiários dos chamados vales-alimentação, o apoio baixou de US$ 26 para US$ 16 mensais.

As famílias que vivem no interior dos acampamentos que não têm oportunidades de trabalhar continuam a receber rações completas.

Compras

Os agregados que vivem no exterior desses recintos disseram que a redução de alimentos implica que tenham que comprar comida nas lojas. Duas em cada cinco famílias não têm comida suficiente e nem dinheiro para fazer o tipo de compras.

Cerca de 3 milhões de iraquianos fugiram das suas casas e continuam a movimentar-se pelo país. Com o agravamento da situação humanitária várias  pessoas “vivem em condições precárias e sem acesso a comida, água e abrigo”.

Em 2014, o PMA ampliou as suas operações para ajudar aos deslocados pela violência. Com o apoio da comunidade internacional, a agência passou a beneficiar de 240 mil a 1,8 milhão de pessoas nas 18 províncias do Iraque.

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