Moçambique: Unesco apoia conferência sobre professores da África Austral

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Cerca de 30% dos professores no sistema de educação ainda não possui formação profissional; docentes de África Austral querem contribuir para governos, pesquisadores e a sociedade civil; evento decorre até sexta-feira.

Ouri Pota, da Rádio ONU em Maputo.

Maputo acolhe cerca de 100 representantes de nove países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, Sadc, na Conferência Regional sobre os Professores.

O evento apoiado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, encerra esta sexta-feira.

Iniciativas

Falando a jornalistas na capital moçambicana, o representante da Unesco em Moçambique, Moussa Elkadhum Djaffar, afirmou que o apoio dado a iniciativas do género deve ser conjunto.

"A Unesco através do secretariado do grupo de trabalho internacional de professores de educação para todos, apoiou o diagnóstico holístico sobre os desafios dos professores em Moçambique de modo a identificar, mapear e analisar todas as questões relacionadas com os professores e formular as recomendações."

Um dos objetivos do evento é reforçar as possibilidades para que a educação de crianças, jovens e adultos seja um direito humano básico.

Resultados

"Com apoio do Unicef, os principais resultados deste estudo serão compartilhados com todos participantes. As conclusões deste diagnóstico deverão constituir uma contribuição fundamental para a missão técnica da Unesco a iniciar a revisão e o diálogo politico baseado em evidências, com vista a estabelecer em Moçambique um sistema de educação renovado focalizado na qualidade, no acesso e na equidade."

Entre os temas da conferência estão a situação das politicas, os compromissos globais, as tendências e os desafios dos professores.

Os docentes também devem discutir o ensino continuado do desenvolvimento profissional com foco no aluno, o uso das tecnologias de informação e o ensino à distância.

Evolução

O ministro da Educação e Desenvolvimento Humano de Moçambique, Jorge Ferrão, afirmou que nos últimos o país tem registado uma evolução no setor.

"Nós temos hoje cerca de 40 instituições que graduam por ano cerca de 10 mil professores, pelo menos para ensino primário. Para nível secundário, todos os professores são formados pelas universidades. Hoje, nós procuramos professores fascinantes que transformam a informação em conhecimento e o conhecimento em experiências práticas de vida".

Apesar dos avanços, o governante citou alguns desafios prioritários que Moçambique enfrenta na área.

Desafios

"Apesar destes esforços dos cerca dos 130 mil professores que nós temos no sistema, 30% ainda não possui formação profissional. Esta é uma das razões pelas quais decidimos ao nível do ministério e com todos nossos parceiros apostar na formação em exercício dos nossos professores sem formação inicial visando a elevação contínua das suas competências".

Os resultados da conferência devem servir de plataforma para que os governos, pesquisadores e a sociedade civil analisem as prioridades em relação aos professores na agenda pós-2015.

 

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