Comissão da ONU diz que crise pode prejudicar progressos na Guiné-Bissau

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Configuração para Consolidação da Paz aponta riscos de comprometer progresso económico; países que fazem parte da estratégia declaram que guineenses merecem instituições e liderança sensíveis às suas aspirações.

Bandeira da Guiné-Bissau

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A estratégia de configuração de paz da ONU na Guiné-Bissau expressou preocupação de que a recente evolução política no país “possa vir a prejudicar os progressos alcançados” até o momento.

Em nota publicada esta terça-feira, o grupo de países aponta para o risco de a crise “desestabilizar a frágil situação política” e comprometer o continuado progresso económico guineense.

Estratégia

O Brasil lidera a Configuração para a Guiné-Bissau da Comissão das Nações Unidas para Consolidação da Paz, PBC. Os países integrantes da estratégia debateram os recentes acontecimentos políticos na segunda-feira.

De acordo com agências noticiosas locais o presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, está envolvido em consultas para nomear um primeiro-ministro, após ter anunciado a demissão do governo chefiado por Domingos Simões Pereira. A medida seguiu-se a “tensões” entre os dois líderes.

Progressos

Na nota, a PBC reitera a sua avaliação de que a Guiné-Bissau tem vindo a fazer bons progressos para a estabilização e o desenvolvimento desde as eleições de 2014 e a mesa redonda realizada em março em Bruxelas

Mas o comunicado frisa que os guineenses merecem instituições e liderança sensíveis às suas aspirações.

Escalada da Crise

A Comissão lamenta que os esforços nacionais, regionais e internacionais para ajudar a resolver a crise política não tenham impedido a escalada da crise.

Entre as várias medidas para ajudar a ultrapassar a crise é mencionado um apelo do Conselho de Segurança, além do envolvimento da União Africana, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, e da União Europeia.

A PBC lembra às autoridades guineenses da sua responsabilidade de acalmar e resolver a crise além de manter o país no caminho da estabilidade política, da recuperação económica e social e do desenvolvimento.

Respeito

A recomendação é que seja retomado o diálogo político para resolver as atuais tensões no “pleno respeito pela Constituição e do Estado de Direito”, além de se encontrar uma forma concertada para sair da atual crise política.

No fim da nota, a PBC elogia a moderação “demonstrada até agora pelas Forças Armadas da Guiné-Bissau”. O apelo é que estas continuem a respeitar o poder civil.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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