Chefe humanitário encerra visita à Síria “chocado” com ataques que mataram 80

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Estimativa é de agências de notícias que falam de 200 feridos na área sitiada de Douma; Stephen O’Brien  disse estar horrorizado com o que chamou de total desrespeito pela vida dos civis no país.

Stephen O’Brien. Foto: ONU/Loey Felipe

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

No fim da sua primeira visita à Síria, o subsecretário-geral da ONU para os Assuntos Humanitários disse estar “horrorizado” com o que chamou de “total desrespeito pela vida dos civis” no país.

Falando a jornalistas esta segunda-feira, em Damasco, Stephen O’Brien  lançou  um apelo a “todos e a cada parte” do conflito prolongado para que protejam os civis e respeitem o direito internacional humanitário.

Ataques

O representante disse estar particularmente chocado com as notícias de ataques aéreos que mataram dezenas de civis este domingo. Centenas de  pessoas também ficaram feridas no mercado de Douma, uma área sitiada da capital Damasco.

Agências de notícias informaram que 80 pessoas teriam morrido e pelo menos 200 ficaram feridos nas ações atribuídas ao governo.

O’Brien lembrou que os civis suportam o peso do conflito de mais de quatro anos, que fez mais de 220 mil mortos e cerca de 1 milhão de feridos no país, com cerca de metade da sua população deslocada.

Destruição

O responsável disse que os ataques contra civis são ilegais, inaceitáveis e devem cessar. Stephen O’Brien falou da visita que fez à parte antiga da cidade de Homs, no oeste, com “quase todas as casas destruídas”. Ele disse que as pessoas queriam a paz na área.

O chefe humanitário também deplorou os cortes de água feitos por grupos armados não-estatais, aos quais chamou de uma “arma inaceitável de guerra”.

Na capital síria, pelo menos 5 milhões de pessoas ficaram sem água por três dias devido às ações. Em Alepo, 2 milhões de pessoas passaram pela mesma situação por 17 dias.

Durante a sua visita, o também chefe do Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha, reuniu-se com altos funcionários do governo.

O’Brien disse que falou de formas para reforçar as operações humanitárias e disse esperar que sejam tomadas “medidas concretas” para o propósito.

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