Ban renova determinação ao objetivo de um mundo "livre da sombra nuclear"

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Lançamento da primeira bomba atômica, em Hiroshima, completa 70 anos nesta quinta-feira; evento para marcar a data foi realizado no Memorial da Paz da cidade japonesa; em mensagem, secretário-geral afirmou que os sobreviventes são “campeões inigualáveis da paz”.

Monumento destruído pelo bombardeio atômico de Hiroshima. Foto: ONU

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

As Nações Unidas participaram, nesta quinta-feira, na cerimônia que marcou os 70 anos do bombardeio atômico de Hiroshima, realizada no Memorial da Paz da cidade japonesa.

Em mensagem, o secretário-geral da ONU, disse que o evento deve lembrar a  todos da necessidade de medidas urgentes para “eliminar as armas nucleares de uma vez por todas”.

Sobreviventes

Para Ban Ki-moon, os sobreviventes da bomba atômica são "campeões inigualáveis da paz". O discurso foi apresentado pelo alto representante para Assuntos de Desarmamento, Kim Won-soo.

O chefe da ONU destacou que, a partir da experiência de terem sido queimados, os hibakusha, como também são chamados, moldaram uma mensagem de esperança de que um dia o mundo estará livre do que chamou de “armas indiscriminadas e desestabilizadoras”.

Ban homenageou a coragem dos sobreviventes e reiterou o determinação da organização em prol de um mundo mais seguro e mais pacífico, livre da sombra nuclear.

Memória Viva

O secretário-geral lembrou que 2015 marca também os 70 anos das Nações Unidas, e que a primeira resolução adotada pela Assembleia Geral refletiu a preocupação do mundo sobre o uso da arma atômica.

Ban disse que os sobreviventes mantém a memória viva do acontecimento e que a comunidade internacional deve persistir até que seja garantida a eliminação de armas nucleares.

Para ele, sete décadas após a sua primeira utilização em conflito, a ocasião marca o tributo às dezenas de milhares de mortos na data.

Nagasaki

O chefe da ONU também mencionou a segunda bomba atômica lançada em Nagasaki, outra cidade japonesa.

Mais de 200 mil pessoas morreram por conta da radiação nuclear, ondas de choque das explosões e radiação térmica resultantes do bombardeio a Hiroshima, em 6 de agosto de 1945, e Nagasaki três dias depois.

Além disso, mais de 400 mil pessoas morreram, e continuam a morrer, desde o fim da Segunda Guerra Mundial dos impactos das duas bombas.

Na mensagem, o secretário-geral disse ecoar o “grito de guerra” dos sobreviventes: "Não mais Hiroshimas. Não mais Nagasakis".

*Apresentação: Laura Gelbert.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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