Ban convoca para 30 de setembro reunião sobre a crise de migrantes

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Secretário-Geral da ONU ficou "horrorizado e de coração partido" ao saber das mortes de refugiados que estavam dentro de um caminhão na Áustria; Ban Ki-moon apela aos governos para agirem com humanidade e compaixão.

Grupo de afegãos chegam à Grécia. FotoAcnur/A. McConnell

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

O secretário-geral da ONU pronunciou-se nesta sexta-feira sobre a descoberta de 71 corpos em um caminhão abandonado entre a fronteira da Áustria com a Hungria.

Numa nota, Ban Ki-moon disse estar "horrorizado e de coração partido" com mais um caso envolvendo a morte de migrantes na Europa. Segundo Ban, relatos indicam que a maioria das vítimas era da Síria e o caminhão tinha inclusive crianças. A suspeita é de que morreram sufocadas.

Armadilha

O secretário-geral reconhece que têm sido feitas várias operações de busca e de resgate por parte das autoridades europeias, mas lembra que o Mar Mediterrâneo continua sendo uma armadilha fatal para refugiados e migrantes.

Para Ban, essas tragédias reforçam a falta de compaixão dos traficantes de pessoas, que têm atividades criminosas desde o Mar de Andamán, no Oceano Índico, passando pelo Mar Mediterrâneo, até a chegada à Europa.

Direitos

Essas tragédias também demonstram o "desespero das pessoas que buscam proteção ou começar uma vida nova", lembra Ban Ki-moon. A maioria desses migrantes é da Síria, do Iraque e do Afeganistão.

O secretário-geral da ONU destaca que a lei internacional é clara: refugiados têm direito de proteção e de pedir asilo. Por isso, Ban pede aos países para que não forcem essas pessoas a voltarem para suas nações de origem, nem discriminem esses refugiados.

Para ele, isso é também uma obrigação enquanto seres humanos. Ban Ki-moon apelou aos governos dos países que recebem esses refugiados a serem compreensivos, a ampliarem os canais legalizados de migração e para "agirem com humanidade e compaixão".

Reunião 

O secretário-geral da ONU lembrou que a crise de migrantes é sintoma de um problema maior: conflitos sem fim, graves violações de direitos humanos, falhas de governos e forte repressão que essas pessoas sofrem nos seus países, como a Síria.

Ban Ki-moon disse tratar-se de "uma tragédia humana que pede uma resposta política coletiva". Por isso, ele vai aproveitar a presença dos chefes de Estado e de governo que vão participar no mês que vem da Assembleia Geral e convocar uma reunião especial.

O encontro com os líderes sobre a crise dos migrantes deve ocorrer em Nova York, no dia 30 de setembro.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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