Aumentam os casos de febre tifoide em campo de refugiados na Síria

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Yarmouk abriga palestinos e sírios e segundo agência da ONU, área está sendo controlada pelo Isil desde abril; Unrwa identificou 23 civis com febre tifoide e preocupação é com possibilidade de crise de saúde.

Médico da Unrwa examina criança em Damasco. Foto: Unrwa

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

A febre tifoide já foi confirmada em 23 civis que vivem em Yarmouk, um campo para refugiados dentro da capital síria, Damasco. A Agência da ONU de Assistência a Refugiados Palestinos, Unrwa, disse que até terça-feira eram apenas seis casos.

Com o aumento súbito, o porta-voz da Unrwa teme que essa possa ser "a ponta do iceberg", com a possibilidade de uma crise de saúde dentro de Yarmouk. Chris Gunness afirma que o calor continua muito forte em Damasco, onde as temperaturas chegam a bater 41°C.

Isil

O calor aliado aos frequentes cortes no abastecimento de água aumentam os riscos de epidemias em Yarmouk, Yalda e áreas próximas como Babila e Beit Saham.

As confirmações dos casos de febre tifoide foram baseadas na análise de 500 exames médicos feitos na capital da Síria. A Unrwa está ajudando a tratar os civis do acampamento de Yarmouk, que segundo a agência, está sendo controlado desde abril pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

Higiene

O porta-voz da Unrwa explicou esta sexta-feira que o acesso a serviços de saúde está muito limitado, mas a agência vai continuar a tratar todos os casos possíveis com antibióticos e distribuir tabletes de purificação de água.

Mas segundo Chris Gunness, a situação exige uma "grande intervenção de saúde pública para melhorar o saneamento, a higiene e o fornecimento de água" dentro de Yarmouk.

Sintomas

A tifoide é causada por uma bactéria e transmitida por meio de alimentos ou bebidas contaminadas por fezes ou urina de pessoas com a doença. Entre os sintomas estão febre alta, dor de cabeça, constipação ou diarreia, manchas rosadas pelo corpo e alargamento do baço e do fígado. As informações são da OMS.

O representante da Unrwa citou que os civis que ficam no acampamento estão muito vulneráveis e sem melhorias nas condições de saúde do local, mais casos de febre tifoide podem surgir.

Gunness disse que a Unrwa precisa de US$ 415 milhões para ajudar neste ano os refugiados palestinos que estão na Síria, mas apenas 30% do valor foi alcançado.

O porta-voz explicou que mais de 95% dos palestinos em território sírio dependem da Unrwa para conseguir comida, água e tratamento de saúde.

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