Aos chefes de operações de paz, Ban pede tolerância zero a abusos

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Após denúncia de que capacetes azuis teriam cometido violações sexuais contra civis na República Centro-Africana, secretário-geral fez videoconferência com comandantes e comissários de polícia das missões de paz da ONU.

Ban Ki-moon em videoconferência com os chefes e comandantes das Missões de Paz. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Os chefes das Missões de Paz da ONU receberam nesta quinta-feira uma mensagem clara do secretário-geral Ban Ki-moon: eles são "diretamente responsáveis por manter a disciplina e a conduta" de suas tropas.

Ban reforçou que a política deve ser de "tolerância zero" contra exploração sexual e abusos cometidos pelos próprios soldados de paz das Nações Unidas. Ele explicou que isso significa "complacência zero e impunidade zero" e que vale para todo o sistema das Nações Unidas.

República Centro-Africana

O secretário-geral fez uma videoconferência com os chefes e comandantes das Missões de Paz e comissários de polícia da ONU. A reunião, de emergência, ocorre após a ONG Anistia Internacional denunciar nesta semana casos de abuso sexual cometidos por boinas azuis na República Centro-Africana.

Segundo Ban Ki-moon, quando esse tipo de alegação surgir e for fundamentada, todos os envolvidos, sejam eles funcionários militares, civis ou policiais, devem ser responsabilizados.

Prevenção

Para manter a integridade das Nações Unidas, Ban lembrou que já existem regras para tratar de casos de exploração e abuso sexual. Com os chefes das missões de paz, ele também discutiu a importância de prevenir os crimes, treinar os funcionários e diminuir riscos.

O secretário-geral pediu aos líderes das operações de paz para que usem todas as oportunidades para reforçar a mensagem de que "as Nações Unidas não vão tolerar nenhuma má conduta, incluindo abuso sexual".

Justiça

Ban Ki-moon lembrou que as nações que contribuem com militares e policiais para integrarem as forças de paz da ONU são responsáveis por garantir o treinamento das tropas, especialmente sobre conduta adequada e disciplina.

Caso algum soldado cometa abuso sexual, cabe ao país de origem julgar o caso e manter as Nações Unidas informadas sobre o status da decisão judicial.

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