Violência no Iraque matou 15 mil civis desde janeiro de 2014

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Relatório foi preparado com base nos dados da Missão de Assistência da ONU para o Iraque e do escritório do alto comissário para Direitos Humanos; documento diz ainda que 30 mil pessoas ficaram feridas por causa dos conflitos no país.

Mãe e filho fogem da violência no país. Foto: Acnur/S. Baldwin

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU alertou que os conflitos no Iraque mataram pelo menos 15 mil civis e deixaram 30 mil feridos desde janeiro de 2014.

O relatório sobre Proteção de Civis em Conflitos Armados no Iraque foi preparado com base nos dados da Missão de Assistência da ONU para o país, Unami, e pelo escritório do alto comissário de Direitos Humanos.

Bagdá

Segundo o documento, os assassinatos de civis e as violações generalizadas dos direitos humanos continuam por todo o Iraque, mas Bagdá é a região mais afetada pela violência com mais de 5,7 mil mortos.

Os conflitos representam a principal causa de deslocamento forçado. Mais de 2,8 milhões de pessoas fugiram de suas casas entre janeiro do ano passado e abril deste ano; desse total, pelo menos 1,3 milhão são crianças.

O relatório mostra que a situação é pior nas regiões controladas pelo grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, onde os civis continuam sendo assassinados, geralmente, em praça pública.

Todas as pessoas vistas como contrárias ao grupo, filiadas ao governo ou às forças de segurança do Iraque são sequestradas ou mortas. O documento diz ainda que jornalistas, advogados e médicos são alvos específicos dos extremistas.

Minorias Religiosas

O Isil também persegue minorias religiosas, calcula-se que 3,5 mil pessoas da comunidade Yazidi estejam sendo mantidas em cativeiro pelo grupo. Outro tipo de perseguição feita pelos extremistas tem como base a orientação sexual.

O relatório cita o recrutamento forçado, inclusive de crianças, principalmente nas províncias de Anbar e Ninewa. Os menores são levados para campos de treinamento na Síria onde aprendem "a usar armas e a lidar com prisioneiros".

Segundo a ONU, muitas dessas ações realizadas pelo Isil representam violações da lei internacional, algumas podem ser classificadas como crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio.

O documento menciona também as violações cometidas pelas Forças de Segurança Iraquianas, incluindo bombardeios.

Julgamento

O representante especial do secretário-geral para o Iraque, Jan Kubis, condenou o alto número de civis mortos por causa da violência no país.

Ele disse que de acordo com as leis internacionais de direitos humanos e humanitária, todos os lados do conflito são obrigados a proteger os civis da violência contínua.

O alto comissário de Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, pediu às autoridades iraquianas que assegurem que qualquer julgamento realizado em conexão com o massacre do Camp Speicher seja independente, imparcial e que respeite os padrões internacionais.

Em junho do ano passado, 1,7 mil cadetes foram assassinados por membros do Isil. Eles foram capturados em postos de segurança controlados pelos extremistas depois de deixarem a base seguindo ordens dos comandantes militares.

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